Naturais do Acre e atualmente morando em João Pessoa (PB), o casal Jhullyane Sayonara, de 29 anos, e Luan Almeida, de 24, decidiram apostar em um mercado que cresce cada vez mais: a criação de conteúdo adulto. O casal viu na internet uma oportunidade para ganhar uma renda extra fazendo algo que, segundo eles, gostam de fazer.
“Vimos uma oportunidade extra pra levantar dinheiro, em algo que gostamos de fazer. No começo dá uma certa timidez, mas depois é só sucesso”, conta Jhullyane. Os dois produzem fotos e vídeos em diferentes formatos: sozinhos, como casal e em conteúdos heterossexuais.

s dois produzem fotos e vídeos em diferentes formatos: sozinhos, como casal e em conteúdos heterossexuais / Foto: Reprodução
A média da assinatura mensal na plataforma PRIVACY é de R$ 24,99. Ela também realiza chamadas de vídeo privadas, personalizadas conforme o pedido dos clientes. “O cliente fala o que gostaria de ver, a gente combina valores e o tempo. É um serviço também voltado para o ramo erótico”, explica a criadora.
Apesar de ainda não viverem exclusivamente da produção de conteúdo adulto, os dois afirmam que têm conseguido uma boa média de ganhos mensais. “A gente costuma faturar entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês. Ainda estamos amadurecendo, tudo é novo, mas estamos evoluindo bem”, conta Luan, que também trabalha com Instagram. Jhully complementa a renda com atendimentos por vídeo.

Jhullyane Sayonara, de 29 anos / Foto: Cedida
O casal utiliza redes sociais como Instagram, Twitter e Telegram para atrair novos assinantes. Além disso, contam com os próprios mecanismos de divulgação das plataformas em que atuam. “O público recebe muito bem, interage, está sempre querendo ver mais. Isso motiva a continuar”, revela Jhullyane.
Como é comum nesse tipo de carreira, a relação com a família é delicada. “Acredito que eles não curtem muito, mas também não falam nada. Respeitam nossas decisões”, comenta ela. Já sobre o preconceito social, o casal acredita que esse cenário tem mudado.

Luan Almeida, de 24 ano / Foto: Cedida
“Hoje em dia, a sociedade está mais acostumada com criadores de conteúdo. Quando sabem que a gente trabalha com isso, geralmente perguntam como funciona, como se inscreve, se dá dinheiro. A maioria já tem curiosidade e não tanto preconceito”, diz Luan.
Ao serem questionados se indicariam a carreira para outras pessoas, a resposta é positiva, mas com ressalvas. “Indicaria para quem é bem resolvido, que tenha uma boa mentalidade para lidar com tudo. Porque às vezes a família não aceita bem e isso pode afetar o psicológico da pessoa. Não foi o nosso caso, mas tudo pode acontecer.”
Mesmo no início da jornada, Jhullyane e Luan seguem produzindo, testando formatos e quebrando tabus. “A gente encara isso com naturalidade. Somos um casal, temos limites e sabemos o que queremos. E se der certo, melhor ainda”, finaliza Jhullyane.
