“Foi desesperador”: jornalista acreana relata terror durante sequência de terremotos no Peru

Começou devagar e, nos últimos 30 segundos, foi bem forte. Eu que moro no 5° andar senti bastante e todo mundo do prédio precisou descer por alguns minutos

A jornalista acreana Isabelle Freitas Figueiredo, de 25 anos, viveu momentos de desespero após ser surpreendida por uma sequência de terremotos que atingiram Lima, capital do Peru, no domingo (16) e na segunda-feira (17).  Morando há três meses no Distrito de San Miguel, ela estava sozinha no apartamento, lavando roupas, quando sentiu o primeiro tremor de maior intensidade. Os detalhes foram revelados em uma entrevista exclusiva ao G1.

Foram registrados terremotos em dois dias seguidos/Foto: Reprodução

“Começou devagar e, nos últimos 30 segundos, foi bem forte. Eu que moro no 5° andar senti bastante e todo mundo do prédio precisou descer por alguns minutos para evitar estar dentro do edifício caso voltasse”, relatou. O susto foi agravado pela possibilidade de tsunami, o que levou muitos moradores a deixarem seus apartamentos em busca de segurança.

O epicentro do tremor foi registrado em Callao, região metropolitana de Lima, a cerca de 30 quilômetros do centro da capital, com magnitude de 6.1 e profundidade de 40 quilômetros, segundo o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (CSEM). 

Evento assustou moradores da capital do Peru/Foto: Reprodução

O abalo causou a morte de um mototaxista de 37 anos, esmagado pela queda de um muro, e deixou 17 pessoas feridas. Sete unidades de saúde tiveram estruturas comprometidas.

As informações foram repassadas pela própria jornalista em entrevista ao g1. Segundo ela, o medo maior foi o risco de tsunami. “Além dos acidentes por causa do tremor da terra e das paredes, o principal ponto foi o medo de tsunami, mas em 30 minutos o governo regional já explicou que não teria nenhum risco”, disse.

O apartamento da acreana fica no quinto andar/Foto: Reprodução

Quase 40 minutos depois do primeiro terremoto, outro tremor de magnitude 3.6 e profundidade de 29 km foi registrado. Na segunda-feira, por volta das 12h40 (14h40 no horário de Brasília), um terceiro sismo, de magnitude 4.2 e 56 km de profundidade, voltou a assustar os moradores de Lima. No momento do novo tremor, Isabelle concedia entrevista e relatou que “minha colega de apartamento veio correndo pro meu quarto”.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que havia pouco risco de tsunami. Um jogo de futebol precisou ser paralisado em razão dos abalos. Ainda não há balanço oficial sobre o número de residências afetadas.

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