Uma criança de cinco anos faleceu em decorrência de um acidente doméstico e da falta de diagnóstico correto em hospital de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A vítima sofreu um trauma na cabeça ao ser atingida por um portão de correr, no último domingo (25), enquanto brincava com outras crianças no bairro Jardim Aeroporto.
Segundo relatos da família, o grupo estava dentro de casa e saiu correndo para pedir doce à mãe de uma das crianças, quando o portão se soltou do trilho e acertou a menina na cabeça. Devido à gravidade do acidente e ao fato de a criança ser cardiopata, ela foi levada à Santa Casa de Campo Grande.

Uma criança de cinco anos faleceu em decorrência de um acidente doméstico e da falta de diagnóstico correto em hospital / Foto: Agnes Cavalcante/Sesacre
No hospital, a menina passou por um exame de raio-x e recebeu alta em menos de quatro horas. A tia da vítima criticou o atendimento médico nas redes sociais, afirmando que a médica de plantão não solicitou exames suficientes para identificar os traumas. “A médica disse que a menina estava melhor que ela, porque é uma criança ativa que não parava de falar”, relatou a tia.
O documento fornecido pelo hospital afirmava que não havia evidências de trauma cranioencefálico grave, mas alertava que as primeiras 24 horas seriam cruciais para a evolução do quadro, recomendando observação em casa, aplicação de gelo e retorno imediato caso o inchaço aumentasse.
Após a alta, a menina começou a apresentar sintomas graves como dor de cabeça intensa, vômitos e febre alta, levando a família a levá-la novamente ao hospital. Desta vez, foi realizada uma tomografia que revelou concentração de sangue no crânio, uma fissura e a criança foi internada para observação.

Após a alta, a menina começou a apresentar sintomas graves como dor de cabeça intensa, vômitos e febre alta, levando a família a levá-la novamente ao hospital /Foto: Reprodução
Com o passar dos dias, o estado da menina piorou significativamente. Ela sofreu duas paradas cardíacas e não resistiu. O óbito foi registrado na noite da última quinta-feira, e a causa da morte foi determinada como hemorragia subaracnóidea, hematoma subdural, fratura parietal direita e impacto por objeto em queda.
A tia da vítima destacou que o rosto da menina inchou muito, e que não foi solicitado exame de ressonância magnética para avaliar melhor a situação interna do crânio. “Ela estava com tanta dor que chegaram a receitar morfina, mas deixaram minha sobrinha morrer aos poucos”, lamentou.
Em nota, a Santa Casa afirmou que a paciente foi submetida a diversos exames e avaliada por diferentes profissionais durante o atendimento. A instituição declarou que irá reavaliar todas as condutas adotadas no caso e colaborar para o esclarecimento dos fatos. O corpo da criança foi encaminhado para necropsia, e o hospital está acompanhando o desenrolar da situação.
