Durante patrulhamento na zona rural de Cruzeiro do Sul, próximo à unidade penitenciária Moacir Prado, uma guarnição do 7º Batalhão da Polícia Militar abordou um veículo suspeito na noite de terça-feira (10). Dentro do carro, os policiais encontraram diversos cortes de carne bovina, levantando suspeitas de furto.
Os ocupantes do veículo afirmaram que a carne era proveniente de uma fazenda e que haviam sido acionados por uma mulher para transportar o material até o bairro da Praia, onde seria entregue na casa da mãe da solicitante. Segundo relataram, o animal teria sido abatido por um caseiro da propriedade rural.

O responsável pelo abate foi conduzido à delegacia, juntamente com os demais envolvidos no transporte da carne/ Foto: Reprodução
No entanto, ao entrar em contato com o suposto proprietário da fazenda mencionada, os policiais descobriram que ele desconhecia qualquer abate e afirmou que não havia autorizado ninguém a retirar animais de sua propriedade. O proprietário então se dirigiu ao local da abordagem e acompanhou a guarnição até sua fazenda para esclarecimentos.
Na propriedade rural, o caseiro confessou que havia abatido o animal, mas revelou que o gado não pertencia à fazenda onde ele trabalhava. Segundo seu depoimento, o boi era de uma fazenda vizinha. Diante das informações, a polícia entrou em contato com o verdadeiro dono do animal, que compareceu à Delegacia de Polícia Civil, reconheceu sua marca no couro do animal e confirmou o furto.
O responsável pelo abate foi conduzido à delegacia, juntamente com os demais envolvidos no transporte da carne. Como a carne ainda estava própria para consumo, as autoridades decidiram devolvê-la ao proprietário para evitar desperdício.

Uma das envolvidas foi liberada por estar com uma criança de colo/ Foto: Reprodução
mas foi intimada a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos.
O dono do animal furtado afirmou ainda que já vinha suspeitando do desaparecimento de outros bois e acredita que este não tenha sido o primeiro caso. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para apurar possíveis reincidências do crime.
