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Povo Ashaninka celebra 33 anos de demarcação da Terra Indígena em Marechal Thaumaturgo

Por José Halif, ContilNet

Em um momento de celebração, memória e afirmação cultural, o povo Ashaninka da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, interior do Acre, comemorou neste domingo (22) os 33 anos de demarcação de seu território. O evento reuniu parentes de várias regiões, incluindo a Serra do Divisor e comunidades do lado peruano da fronteira, em uma celebração marcada por rituais, danças, cantos e reafirmação da luta por direitos.

O Povo Ashaninka da Terra Indígena Kampa comemorou os 33 anos de demarcação de seu território / Reprodução

Durante a festa, o presidente da Associação Apiwtxa, Teyako Wewito, destacou a importância da data e o fortalecimento do movimento indígena entre os próprios jovens da comunidade. “É uma alegria total entre nós, porque este ano a gente concentrou mais entre nós. Esse movimento está cada dia se fortalecendo, porque agora os jovens estão se apresentando, os jovens estão fazendo esse movimento. E nós estamos também acompanhando”, afirmou.

O presidente da Associação Apiwtxa, Teyako Wewito, destacou a importância da data / Reprodução

Para Wewito, os 33 anos da demarcação não representam apenas um marco no papel, mas um símbolo da resistência viva do povo Ashaninka. “Esse aniversário não é um aniversário qualquer. É um aniversário de resistência do povo Huaxanenca daqui da Piltra. E essa resistência a gente está conduzindo com conhecimento, com sabedoria, com diálogo com o governo, mostrando que a gente é capaz também de conduzir o nosso espaço”, disse.

“Esse aniversário não é um aniversário qualquer” / Reprodução

A Terra Indígena Kampa do Rio Amônea foi reconhecida em 1992 após anos de luta dos Ashaninka pelo direito ao território ancestral. Desde então, a comunidade tem sido referência em gestão territorial, sustentabilidade e articulação política. “Nós conduzimos o nosso espaço. Se é para viver em espaço limitado, nós estamos fazendo a nossa parte. E o governo também tem que fazer a sua. Nós estamos aqui. Nós estamos presentes. Nós não somos passado”, reforçou o líder.

A Terra Indígena Kampa do Rio Amônea foi reconhecida em 1992 / Reprodução

O evento é a celebração de uma conquista histórica, mas o compromisso contínuo do povo Ashaninka com a proteção da floresta, a valorização da cultura e o futuro das novas gerações. “É uma conquista e é uma honra para todos nós”, concluiu Teyako Wewito, em tom de emoção e orgulho coletivo.

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