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Poze do Rodo se declara à esposa após ser solto: “Amor da minha vida”

Por Metrópoles

O rapper Poze do Rodo deixou, na tarde desta terça-feira (3/6), o presídio localizado no Complexo de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após passar cinco dias detido. O cantor foi recebido por uma multidão de fãs que o aguardava na porta da unidade prisional.

O programa Balanço Geral Rio exibiu, com exclusividade, imagens do momento em que o funkeiro saiu do presídio e foi abraçado pela esposa, a influenciadora Viviane Noronha.

Reprodução.

Em uma de suas primeiras declarações, Poze se declarou à companheira e a creditou como principal responsável pelo movimento “MC não é bandido”, criado por apoiadores após sua prisão. “Ela é responsável por isso, amor da minha vida!”, afirmou, emocionado, enquanto era ovacionado pelo público.

Clima de tensão na porta do presídio

Mais cedo, o clima foi de tensão na frente do complexo penitenciário. Populares que aguardavam a soltura do artista se envolveram em uma confusão, obrigando a polícia a intervir com o uso de cacetetese spray de pimenta.

Em vídeos que circulam nas redes sociais, o rapper Oruam aparece subindo em um ônibus e inflamando a multidão, o que provocou tumulto. Diante da agitação, ele precisou ser retirado às pressas pelos agentes.

Justiça decide pela liberdade

De acordo com informações do G1, a liberdade de Poze foi concedida pelo desembargador Peterson Barroso, da Segunda Câmara Criminal do Rio. Ele determinou a substituição da prisão temporária por medidas cautelares, alegando que a detenção do cantor era desproporcional no contexto das investigações.

“O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade”, escreveu o magistrado.

Relembre o caso

Poze do Rodo, cujo nome verdadeiro é Marlon Brendon Coelho Couto, foi preso por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Segundo a investigação, o funkeiro teria uma “relação sólida” com integrantes da alta cúpula do Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do estado.

Relatórios da DRE apontam que o cantor costumava participar de eventos promovidos por traficantes em comunidades como o Complexo do Alemão e a Cidade de Deus. Em tais ocasiões, a presença de armamento pesado, incluindo fuzis, era comum. As autoridades também investigam se apresentações feitas por Poze teriam sido financiadas pela facção como forma de lavagem de dinheiro.

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