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Quem são os nomes da esquerda no Acre cotados para as eleições de 2026?

Por Everton Damasceno, ContilNet

As movimentações políticas visando as eleições de 2026 no Acre não partem apenas da direita. A esquerda também articula seus próximos passos e já tem alguns nomes praticamente definidos para a disputa, segundo apuração do ContilNet junto a fontes ligadas aos partidos que integram a federação PT, PCdoB e PV.

Lideranças dos partidos da federação reunidas/Foto: Reprodução

As conversas estão avançadas e, até o momento, ao menos seis pré-candidatos despontam como apostas para vagas na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e na Câmara dos Deputados.

A federação, no entanto, ainda não definiu quem será o nome para disputar o Governo do Estado. A única certeza até agora é que o ex-governador Jorge Viana será candidato ao Senado, liderando a chapa majoritária da esquerda.

Edvaldo Magalhães e Perpétua Almeida

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), atualmente em seu quinto mandato, já confirmou que tentará a reeleição. Com atuação destacada na Aleac, ele mantém forte presença política, principalmente na região do Juruá, sua base eleitoral.

Perpétua e Edvaldo/Foto: Reprodução

Ao lado dele, quem também deve voltar à cena política é sua esposa, a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB), atual diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Perpétua tem no currículo três mandatos na Câmara dos Deputados e foi, por duas vezes, a parlamentar mais votada do Acre.

Novos nomes do PT na disputa

Entre os quadros do PT, surge como possível candidato o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Acre (Incra), Marcio Alécio. Com vasta experiência técnica e sólida formação acadêmica na área agronômica, ele coordenou programas como Ates, Pronaf, Terra Sol, Infraestrutura e Pronera, além de atuar na regularização fundiária e titulação de terras. Ainda não está definido se Marcio concorrerá a uma vaga na Aleac ou na Câmara Federal.

Superintendente do Incra, Marcio Alécio/Foto: Reprodução

Outro nome que tem se destacado nos bastidores é o de Thiago Mourão, superintendente da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) no Acre. Administrador e especialista em gestão, Thiago é filho do ex-deputado federal Nilson Mourão, uma das figuras históricas do PT no Estado. O cargo que ele deverá disputar em 2026 ainda não foi confirmado.

Thiago Mourão representa a SPU/Foto: Reprodução

No campo estadual, a candidatura do ex-presidente do PT no Acre, Cesário Braga, é considerada praticamente certa. Uma fonte do diretório estadual informou ao ContilNet que a decisão já foi tomada internamente.

Cesário Braga/Foto: Reprodução

André Kamai: disputa ao Governo ou à Câmara?

O vereador de Rio Branco, André Kamai (PT), tem sido citado por lideranças do PT e do PCdoB como um possível nome para a disputa ao Governo do Acre. No entanto, a ideia de uma “chapa puro-sangue”, com Jorge Viana ao Senado e outro petista ao Governo, não encontra consenso dentro da federação. Por isso, Kamai também é ventilado como uma forte aposta para a Câmara dos Deputados.

André Kamai/Foto: Reprodução

Uma fonte ligada ao partido reforçou que o nome dele segue sendo cogitado para ambos os cenários.

Binho e Angelim fora da disputa

Enquanto alguns setores da esquerda defendem o retorno de nomes históricos, como o ex-governador Binho Marques e o ex-prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, a possibilidade já foi descartada.

Binho e Angelim/Foto: Reprodução

Ambos estão em passagem recente pela capital acreana e chegaram a se reunir com a cúpula do PT, mas segundo o presidente estadual do partido, Daniel Zen, nenhum dos dois pretende disputar cargos eletivos em 2026.

Thor Dantas e Isaac Piyãko: novas apostas?

A federação, especialmente o PT e o PV, tem buscado ampliar o leque de nomes para a próxima eleição. Uma das conversas em andamento envolve o médico infectologista Thor Dantas. O PT é o partido mais interessado em trazê-lo para a disputa.

Thor Dantas/Foto: Reprodução

Thor já se manifestou publicamente sobre o assunto. Embora demonstre resistência, não tem se afastado completamente das discussões.

Outro movimento que tem repercutido nos bastidores é uma possível aproximação entre o PT e o ex-prefeito de Marechal Thaumaturgo, Isaac Piyãko (MDB), o primeiro prefeito indígena da história do Acre. Fontes indicam que há diálogos iniciais para que ele possa se filiar ao PT e disputar um cargo em 2026, mas nenhuma decisão foi tomada até o momento.

Isaac Piyãko/Foto: Reprodução

O que vem aí?

Com nomes conhecidos e novas lideranças em ascensão, a esquerda acreana segue ajustando suas estratégias para montar uma chapa competitiva. A definição sobre o candidato ao Governo, porém, deve ser uma das últimas peças a serem encaixadas nesse tabuleiro político.

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