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Rebaixamento do Lyon preocupa e pode afetar o caixa e as contratações do Botafogo

Por Redação

A queda do Lyon para a segunda divisão do Campeonato Francês, decretada nesta terça-feira (24) pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG), acendeu um alerta no Botafogo. Isso porque o clube carioca faz parte da Eagle Football, holding liderada por John Textor, que atua com um modelo de finanças compartilhadas entre os times do grupo.

Mesmo com o Lyon prometendo recorrer, a decisão já preocupa os bastidores do Glorioso, especialmente no que diz respeito a contratações e fluxo de caixa.

John Textor, do Botafogo — Foto: Wagner Meier/Getty Images

Caixa único afeta diretamente o Botafogo

Na Eagle Football, os recursos circulam entre os clubes da rede — ou seja, nenhum valor é exclusivo de uma só equipe. Em novembro de 2024, o próprio Textor chegou a declarar que o Botafogo poderia ter que “reabastecer os cofres do Lyon”, reforçando que a venda de jogadores das equipes do grupo era uma das saídas para evitar o rebaixamento administrativo do time francês.

A venda da participação da Eagle no Crystal Palace, anunciada nesta segunda-feira (23), também teve como uma das motivações a necessidade de levantar fundos para tentar salvar o Lyon da queda.

Lyon menos atrativo prejudica estratégia

O rebaixamento impacta ainda na estratégia de sedução de atletas. Textor utilizava a possibilidade de uma futura transferência para o Lyon como argumento para atrair talentos ao Botafogo.

Casos como o de Thiago Almada, contratado em 2024 com a promessa de ir ao Lyon em 2025, e Luiz Henrique, que poderia escolher o momento de se transferir ao clube francês, são exemplos de como essa ponte era parte do plano.

Com o Lyon fora da elite europeia, o apelo diminui. A queda compromete a narrativa de projeção internacional usada para convencer jogadores a fecharem com o Alvinegro.

Pressão financeira pode recair sobre o Glorioso

A ausência de receitas da primeira divisão, como cotas de TV, patrocínios robustos e prêmios por competições europeias, reduz significativamente o poder de arrecadação da holding. Assim, cresce a pressão para que o Botafogo — atualmente o ativo esportivo mais valioso do grupo — compense esse déficit.

O clube vive ótimo momento nos gramados, classificado para as oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes, mas fora de campo o cenário exige atenção. Vendas de jogadores podem se tornar ainda mais frequentes, o que preocupa a torcida.

Enquanto isso, o Lyon segue tentando reverter a decisão na justiça desportiva francesa.

📎 Leia a matéria original em: ge.globo.com

🖊 Texto adaptado por ContilNet com informações do GE.

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