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Taxa de ocupação dos leitos de UTI no Hospital da Criança chega a 80% nesta segunda-feira

Por Thainara Higa, ContilNet

O Hospital da Criança, principal unidade pediátrica do Acre, enfrenta uma situação crítica nesta segunda-feira (2), com 80% dos leitos de UTI ocupados. Dos 20 leitos de terapia intensiva disponíveis, 16 já estão sendo utilizados. A ocupação nos leitos clínicos também é alta: 54 dos 70 disponíveis estão ocupados, o que representa uma taxa de 77%.

Dados estão disponíveis no painel de monitoramento da Sesacre/Foto: Reprodução

O cenário reflete o agravamento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, que levou o governo do Acre a decretar situação de emergência em saúde pública no dia 10 de maio.

A medida foi adotada devido à superlotação dos leitos de UTI, principalmente pediátricos, tanto na rede pública quanto na privada, como parte de um esforço para conter a pressão sobre o sistema de saúde.

VEJA MAIS: Com quase mil internações, crianças de 0 a 9 anos são o grupo mais afetado por SRAG no Acre

Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última sexta-feira (23), o Acre está entre os 20 estados brasileiros com crescimento nos casos de SRAG. A circulação dos vírus influenza A e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é apontada como principal causa, afetando principalmente crianças de até quatro anos e idosos.

Público vulnerável

O estado do Acre registrou, entre as semanas epidemiológicas 1 a 20 de 2025, um total de 953 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados do Boletim Epidemiológico de nº 20, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

A faixa etária mais afetada, de acordo com o relatório, continua sendo a das crianças de 0 a 9 anos, seguida pelos idosos a partir dos 60 anos. Esses dois grupos são os mais vulneráveis à evolução de quadros gripais para formas graves da doença, com risco elevado de internação e complicações.

Os casos estão concentrados, principalmente, nos municípios de Rio Branco (455) e Cruzeiro do Sul (122).

O levantamento mostra ainda que, a partir da semana epidemiológica 17, houve uma tendência de crescimento nas internações, que segue em ascensão até a semana atual.

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