Torcedores das organizadas invadem Parque São Jorge em protesto contra gestão do Corinthians

Torcedores fecham sede social e penduram faixas pedindo renovação política no Corinthians

Nesta terça-feira (3), torcedores das principais organizadas do Corinthians invadiram o Parque São Jorge, sede social do clube, em protesto contra o momento político turbulento vivido pela instituição. O grupo fechou os portões de acesso e pendurou faixas com frases como “Luto, fechado por má administração”.

A manifestação foi organizada por Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão Nove, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra. A mobilização também contou com a presença de sócios e torcedores comuns. Em nota oficial, a Gaviões da Fiel classificou o ato como uma “ocupação pacífica e de resistência”, motivada pela crise institucional que afeta o clube.

A manifestação foi organizada por Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão Nove, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra. / Reprodução

“O Corinthians sangra há anos em más gestões incompetentes, amadoras, omissas e elitistas, que viraram as costas para quem sustenta esse clube há mais de 114 anos: o povo”, afirmou a nota.

Os manifestantes cobram mudanças estruturais urgentes, entre elas: direito a voto para o programa Fiel Torcedor, reforma do estatuto e responsabilização dos dirigentes que contribuíram para o endividamento do clube — atualmente estimado em R$ 2,5 bilhões. As críticas também miram o grupo político Renovação & Transparência, que comandou o Corinthians por mais de uma década antes da gestão de Augusto Melo.

Os manifestantes cobram mudanças estruturais urgentes, entre elas: direito a voto para o programa Fiel Torcedor, reforma do estatuto e responsabilização dos dirigentes que contribuíram para o endividamento do clube / Emiliano Bota

A invasão acontece em meio à disputa interna pelo comando do clube. Nos últimos dias, Augusto Melo, afastado após impeachment aprovado pelo Conselho Deliberativo, tentou retomar o cargo com base em uma decisão de Maria Angela Ocampos, primeira-secretária do Conselho. A ação foi rejeitada pela Comissão de Justiça, pelo Conselho de Orientação e por ex-diretores.

Enquanto isso, o presidente interino Osmar Stabile segue exercendo a função na sede administrativa, com presença de forças de segurança e apoio de parte da torcida.

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