Após desmentir uma reportagem do The Wall Street Journal, o ex-presidente Donald Trump informou que decidirá nas próximas duas semanas se os Estados Unidos entrarão ou não no conflito armado entre Israel e Irã. A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira (19/6).
A movimentação ocorre em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que já completa sete dias e envolve ataques aéreos, mísseis e danos significativos à infraestrutura de Israel.

Scott Olson/Getty Images
🗣️ “Wall Street Journal não sabe o que penso sobre o Irã”
A declaração de Trump veio após o Wall Street Journal noticiar que ele teria autorizado um plano de ataque ao Irã e apenas adiado sua execução para observar se o país recuaria em seus esforços para desenvolver armas nucleares.
Pelas redes sociais, o republicano rebateu:
“O Wall Street Journal não tem ideia do que penso sobre o Irã”, escreveu Trump na Truth Social.
🛑 EUA condicionam entrada na guerra a negociação
Segundo a Casa Branca, a decisão final de Trump levará em conta a possibilidade de diálogo entre os dois países.
“Com base no fato de que há uma chance substancial de negociações que podem ou não ocorrer com o Irã em um futuro próximo, tomarei minha decisão de ir ou não nas próximas duas semanas”, afirmou o ex-presidente.
⚔️ Entenda a ofensiva israelense
O conflito atual teve início após Israel lançar o que chamou de “ataque preventivo” contra instalações nucleares iranianas. O objetivo declarado foi impedir que o Irã avance no desenvolvimento de armas nucleares.
Em resposta, o Irã lançou diversos drones e mísseis contra o território israelense, intensificando a guerra.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou, no sábado (14/6), que os ataques continuarão:
“Vamos atingir todas as bases iranianas envolvidas. Não recuaremos.”
🏥 Ataque a hospital e escalada da crise
Nesta quinta-feira (19/6), as Forças de Defesa de Israel confirmaram que mísseis iranianos atingiram o hospital Soroka Medical Center, no sul do país. A unidade ficou seriamente danificada, forçando a evacuação de pacientes.
Pelo menos 71 pessoas ficaram feridas no bombardeio, segundo autoridades locais.
O porta-voz militar Effie Defrin reforçou a gravidade da situação:
“Não podemos permitir que o Irã obtenha armas nucleares. Isso representa uma ameaça existencial para Israel.”
🔥 Provocações e tensões diplomáticas
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reagiu dizendo que o envolvimento dos EUA no conflito mostra a fragilidade israelense:
“O fato de os americanos terem entrado em cena é um sinal de fraqueza e incapacidade do regime sionista”, escreveu ele no X (antigo Twitter).
Fonte original: Metrópoles.
