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Acre aplicou mais de 4 mil doses de vacinas em escolas de todo o estado, diz Ministério da Saúde

Por Thainara Higa,ContilNet

Mais de um milhão de doses de vacinas foram aplicadas em escolas de 4.100 municípios brasileiros durante o primeiro semestre de 2025, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Ministério da Saúde. A ação faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), que tem como objetivo promover a vacinação de estudantes de até 15 anos diretamente nas unidades de ensino. Pela primeira vez, o programa passa a contabilizar de forma específica as vacinas aplicadas no ambiente escolar, o que representa um avanço no monitoramento da cobertura vacinal.

Mais de um milhão de doses de vacinas foram aplicadas em escolas de 4.100 municípios brasileiros durante o primeiro semestre de 2025./Foto: Igor Evangelista/MS/Reprodução

No Acre, 4.600 doses foram aplicadas em escolas de 68,1% dos municípios. Todos os 22 municípios acreanos aderiram ao PSE, e a expectativa é que mais de 146 mil alunos sejam contemplados pelo programa no estado. Para fortalecer a iniciativa, o Ministério da Saúde destinou R$ 150 milhões a estados e municípios, sendo R$ 757 mil para o Acre.

Mobilização nas escolas impulsiona vacinação

A vacinação nas escolas foi um dos principais motores para o aumento expressivo na cobertura vacinal. Somente em abril, foram aplicadas 212,1 mil doses em crianças e adolescentes 10 vezes mais do que em março (20,6 mil). O pico foi registrado em maio, com 583,7 mil doses aplicadas, 25 vezes mais do que no mês de março.

“Estamos mostrando que já começamos a recuperar esse grande esforço de salvar vidas no Brasil, por meio do nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ultrapassamos um milhão de crianças vacinadas nas escolas”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, 15 das 16 vacinas do calendário nacional tiveram aumento de cobertura em 2025. “Até o final do ano, continuaremos intensificando nossas ações de vacinação”, afirmou.

25 vacinas aplicadas nas escolas

Ao todo, 25 vacinas do calendário nacional já foram aplicadas em ambiente escolar, incluindo imunizantes contra HPV, BCG, Covid-19, dengue, febre amarela, meningite, influenza, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, entre outras doenças imunopreveníveis. Ao menos 74% dos municípios brasileiros (4.100 cidades) participaram da mobilização nas escolas.

A chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, parabenizou o governo federal pelos avanços. “Sem sombra de dúvida, o país é uma referência mundial. O Brasil já alcançou a meta de cobertura de alguns imunizantes importantes para a infância e a adolescência”, afirmou.

Cobertura vacinal cresce no país

Os resultados positivos não se limitam ao ambiente escolar. O Brasil registrou, no primeiro quadrimestre de 2025, aumento na cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário nacional, revertendo uma tendência de queda que se arrastava desde 2016. O crescimento é atribuído à retomada do PNI, às campanhas nacionais de vacinação como o “Dia D” e à regularidade no fornecimento de imunizantes.

Confira alguns dos principais avanços:

Tríplice Viral D1: de 86,59% para 91,86%

Pneumo10 (1º reforço): de 80,66% para 89,13%

Meningocócica C (1º reforço): de 72,50% para 88,35%

BCG: de 63,59% para 88,29%

Hepatite B (<30 anos): de 63,50% para 84,93%

Penta: de 82,37% para 84,22%

Rotavírus: de 79,20% para 82,34%

Febre Amarela: de 72,59% para 78,88%

Varicela: de 64,12% para 67,5%

Em 2024, o Brasil recebeu novamente a certificação de eliminação do sarampo como problema de saúde pública — título perdido em 2019. Isso se deve, principalmente, ao desempenho da vacina tríplice viral, que superou a meta de 95% de cobertura nacional no ano passado.

Vacinação contra o HPV também apresenta melhora

Outro destaque foi o aumento na cobertura da vacina contra o HPV. Em meninas de 9 a 14 anos, o índice subiu para 82,77% em 2024 (ante 78,38% em 2022). Já entre os meninos, o salto foi ainda maior: de 45,43% em 2022 para 67,21% em 2024.

“Vocês estão aqui, vivos, sem paralisia infantil e muitos sem nunca terem tido sarampo porque, um dia, seu pai ou sua mãe levou você para vacinar”, declarou o ministro Padilha, reforçando a importância do envolvimento das famílias na proteção das crianças.

Além das campanhas e ações escolares, o avanço se deve a estratégias de microplanejamento vacinal adaptadas a cada região, combate à desinformação e melhorias nos sistemas de registro de doses aplicadas.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Participe do nosso canal no WhatsApp e fique por dentro das notícias.

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