Alerta global! Terremoto de 8,8 na Rússia gera tsunamis no Pacífico

Tremor recorde no extremo leste russo provocou alertas de tsunami no Havaí, Japão e países da América Latina

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o extremo leste da Rússia na madrugada desta quarta-feira (30/7) — noite de terça-feira no Brasil —, provocando tsunamis e gerando ordens de evacuação no estado americano do Havaí, no Japão e em países latino-americanos que têm costa no Pacífico.

O tremor, o maior já registrado desde o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu o Japão em 2011, danificou edifícios na remota península russa de Kamchatka. As ondas inundaram parcialmente um porto, arrastaram embarcações e colapsaram a fachada de um jardim de infância, informou o governo do país. Várias pessoas ficaram feridas e procuraram atendimento médico, mas nenhum caso grave ou morte foi relatado.

Reprodução Redes Sociais

Em Severo-Kurilsk, nas ilhas Curilas, ao sul de Kamchatka, ondas de tsunami chegaram a até cinco metros, informou a agência russa RIA. O prefeito da cidade, Alexander Ovsyannikov, disse que ao menos quatro ondas atingiram o município.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA, o tremor foi raso, com profundidade de 19,3 quilômetros, e teve epicentro a 119 quilômetros a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, uma cidade russa de 165 mil habitantes.

Intensidade menor do que o esperado e alerta de tsunami

Kamchatka e o Extremo Oriente da Rússia ficam no Círculo de Fogo do Pacífico, uma região geologicamente ativa e propensa a terremotos e erupções vulcânicas. A Academia Russa de Ciências afirmou que este foi o terremoto mais poderoso a atingir a região desde 1952.

“No entanto, devido a certas características do epicentro, a intensidade do tremor não foi tão alta quanto se poderia esperar de uma magnitude dessas”, disse Danila Chebrov, diretor do Serviço Geofísico da Filial de Kamchatka, no Telegram. “Não são esperados tremores mais fortes num futuro próximo. A situação está sob controle”, completou o pesquisador.

Alarmes de tsunami também soaram em cidades costeiras ao longo da costa japonesa, e ordens de evacuação foram emitidas para milhares de pessoas. Um dos locais que precisaram ser desocupados foi a usina nuclear de Fukushima, palco do desastre nuclear após o tsunami que atingiu o país em 2011.

Impactos em outras regiões e alerta rebaixado

Imagens da emissora pública japonesa NHK mostraram dezenas de pessoas na ilha de Hokkaido abrigadas no telhado de um prédio enquanto aguardavam um possível tsunami. Barcos de pesca deixaram os portos para evitar danos. Três ondas foram registradas no país, sendo a maior de 1,3 metro, disseram as autoridades. Horas depois, o país diminuiu seu nível de risco de tsunami, mas pediu à população para permanecer em áreas seguras.

Na Indonésia, várias províncias também declararam alertas, e autoridades em Sulawesi do Norte evacuaram moradores das áreas costeiras.

Nos EUA, moradores do estado insular do Havaí chegaram a ser orientados a buscar terrenos mais altos. As primeiras ondas começaram a atingir o arquipélago na manhã desta quarta-feira, com amplitude de quase 1,5 metro em relação ao nível normal do mar. O Centro Nacional de Alerta de Tsunamis dos EUA emitiu inicialmente um alerta total para as ilhas do Pacífico, que foi posteriormente rebaixado para um nível de aviso. Sem registros de danos maiores, os moradores foram autorizados a retornar às suas casas e os voos foram retomados.

Os estados americanos do Alasca e da Califórnia também se prepararam para uma atividade elevada das ondas, com registros de ondas de até um metro.

Simultaneamente, quase 283 mil pessoas precisaram ser evacuadas em Xangai, na China, à medida que um tufão, o Co-May, se aproximava da cidade.

Alerta de tsunami na América Latina

Países latino-americanos também emitiram alertas sobre possíveis ondas de tsunami.

  • México: O centro de alerta de tsunami da Marinha recomendou que o público se mantenha afastado das praias ao longo da costa do Pacífico, onde eram esperadas ondas de até um metro de altura. O tráfego marítimo foi suspenso.
  • Guatemala: Alerta semelhante foi emitido, mas o risco de tsunami foi avaliado como baixo.
  • Equador: As autoridades afirmaram que ondas poderiam atingir as Ilhas Galápagos. O governo pediu para a população evitar praias e portos, e embarcações foram proibidas de partir.
  • Peru e Chile: Alertas de tsunami se espalharam, com a agência chilena de gerenciamento de desastres calculando a possibilidade de ondas atingirem até 3 metros de altura. Evacuações foram organizadas em várias áreas costeiras.
  • Colômbia: Também emitiu uma ordem de evacuação para as praias e áreas costeiras do Pacífico.

Fonte: Metrópoles/DW

Redigido por ContilNet.

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