Deputados aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prometem aumentar o tom contra Hugo Motta (Republicanos-PB), após o presidente da Câmara vetar reuniões das comissões temáticas da Casa durante o recesso parlamentar de julho.
O veto de Motta foi tema de uma reunião da oposição no final da manhã desta terça-feira (22/7), em Brasília. Os deputados bolsonaristas prometem adotar um posicionamento mais radical em relação a Motta após a volta do recesso, no início de agosto.

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Hugo Motta, presidente da Câmara
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante
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Nos bastidores, os aliados de Bolsonaro reclamam que Motta não estaria “cumprido com a palavra” em relação as pautas da oposição, especialmente sobre a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Alguns bolsonaristas já defendem, inclusive, romper com Motta.
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Por que Motta vetou comissões?
Como a coluna noticiou mais cedo, Motta vetou expressamente as reuniões das comissões da Câmara durante o recesso porque se sentiu desafiado pela oposição. O presidente da Casa já tinha anunciado que as sessões estavam proibidas.
Motta chegou a conversar com o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), na noite da segunda-feira (21/7), para pedir que a oposição não convocasse as comissões. “Essa presidência não vai ser atropelada por ninguém”, disse Motta, segundo aliados.
À oposição, o presidente da Câmara defendeu que as moções em desagravo a Bolsonaro poderiam ser votadas na volta do recesso. Para Motta, as reuniões no recesso impediriam a pluralidade. Ou seja, a atuação de deputados da esquerda contrários às moções.
Bolsonaristas falam em revogar visto de Motta
Antes mesmo do ato de Motta, lideranças bolsonaristas já falavam, nos bastidores, em articular junto ao governo Trump a revogação do visto do deputado, assim como fizeram com ministros do STF, conforme a coluna noticiou a coluna.

