Casos de Chikungunya caem no Acre, mas Cruzeiro do Sul concentra 70% das notificações

No Alto Acre, apenas os municípios de Assis Brasil e Epitaciolândia apresentaram casos neste ano. Já na Regional do Juruá, Mâncio Lima foi o único município a mostrar redução nos números

Apesar da redução de 24,4% nos casos prováveis de Chikungunya no Acre entre as semanas 1 a 28 de 2024 e 2025, o município de Cruzeiro do Sul, na Regional do Juruá, ainda lidera o número de notificações da doença neste ano. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o município registrou 113 casos prováveis, representando 70,1% do total estadual.

Em todo o estado, 161 casos prováveis de Chikungunya foram registrados em 2025. Destes, 35 foram confirmados laboratorialmente, o que, segundo a pasta, demonstra uma vigilância laboratorial eficiente.

Casos de Chikungunya caem no Acre, mas Cruzeiro do Sul concentra 70% das notificações em 2025/Foto: Reprodução

A maior parte das pessoas acometidas é do sexo feminino (52,2%). A faixa etária entre 35 e 49 anos, considerada a de maior produtividade econômica, concentrou 24,2% dos casos confirmados, acendendo um alerta sobre o impacto da doença em trabalhadores ativos.

Entre as regionais, o Baixo Acre foi o único a registrar queda expressiva (82,1%) nas notificações. Em 2025, os municípios de Acrelândia, Plácido de Castro e Santa Rosa do Purus não tiveram nenhum caso provável, assim como Bujari, que também ficou sem registros no ano anterior, 2024.

No Alto Acre, apenas os municípios de Assis Brasil e Epitaciolândia apresentaram casos neste ano. Já na Regional do Juruá, Mâncio Lima foi o único município a mostrar redução nos números.

O que é a Chikungunya?

A Chikungunya é uma arbovirose causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, os mesmos que transmitem a dengue e o zika vírus. Entre os principais sintomas estão:

  • Febre alta repentina

  • Dores intensas nas articulações

  • Dor muscular

  • Dor de cabeça

  • Erupções na pele

Embora raramente leve à morte, a doença pode deixar sequelas debilitantes, como dores articulares crônicas, que duram por meses ou até anos.

A prevenção continua sendo o melhor remédio: eliminar focos de água parada e proteger-se contra picadas de mosquito são atitudes essenciais, principalmente nos períodos de maior incidência de arboviroses.

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