Cirurgiões das universidades Duke e de Vanderbilt, nos Estados Unidos, conseguiram reanimar o coração de um bebê que havia parado de pulsar por mais de cinco minutos. O órgão foi retirado do doador após a confirmação da morte circulatória, e transplantado para um recém-nascido de 3 meses após voltar a bater na mesa de operação.
Como foi feito o transplante de coração?
Com autorização da família do doador, os médicos usaram uma máquina desenvolvida especificamente para o procedimento. O sistema continha oxigenador, bomba centrífuga e um reservatório para coleta do sangue expelido durante a reanimação.
Os aparelhos já existentes para manter órgãos vivos fora do corpo não funcionam para corações de bebês. As dimensões exigem soluções em escala reduzida, ajustadas às particularidades anatômicas dos recém-nascidos.
A técnica adotada foi a desenvolvida pela equipe da Universidade de Vanderbilt, que preserva o coração do bebê doador logo após a morte. Ela utiliza uma pinça na aorta e uma solução oxigenada para isolar a circulação do coração, preservando sua saúde após a morte do bebê.

