Com salto nas exportações, Acre se firma como polo de agronegócio e atrai investimentos milionários

Estado movimenta mais de R$ 1,4 bilhão em vendas ao exterior nos últimos anos e se destaca no cenário internacional com proteína animal e soja

O Acre alcançou resultados inéditos no comércio exterior e passou a ocupar espaço de destaque entre os estados exportadores do país. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em conjunto com o sistema ComexStat, mostram que, entre 2019 e 2023, o estado movimentou mais de R$ 1,4 bilhão em exportações — crescimento de cerca de 120% em comparação aos cinco anos anteriores.

Os bons números se estenderam por 2024. Apenas entre janeiro e julho, foram registrados mais de R$ 307 milhões em vendas internacionais, valor 76% maior que o do mesmo período de 2023. O ritmo acelerado se manteve em 2025: somente no primeiro trimestre, as exportações chegaram a US$ 25,7 milhões, superando em 63,9% o desempenho registrado nos três primeiros meses do ano passado.

Financiamento adequado à indústria impulsiona exportações, desenvolvimento tecnológico e inovação/Foto: Arquivo/Faeac

De janeiro a junho, os embarques totalizaram US$ 57,9 milhões, o que representa um acréscimo de 19,1% em relação ao mesmo período de 2023.

Entre os produtos mais exportados no início de 2025 estão a carne bovina, com US$ 8,23 milhões em receitas, e a soja, que rendeu US$ 4,8 milhões. Também aparecem na lista carne suína, ferro e aço. O Acre vem estreitando relações comerciais com países da América do Sul, Europa, Ásia e Oriente Médio, como Peru, China, Espanha, Emirados Árabes Unidos e Malásia.

O avanço nas exportações tem como base a expansão do agronegócio e o fortalecimento da infraestrutura produtiva, especialmente após o reconhecimento do Acre como zona livre de febre aftosa sem vacinação — condição que elevou a competitividade da carne bovina acreana no mercado internacional.

Dados atualizados no sistema da ComexStar/Foto: reprodução

Além disso, o estado se tornou alvo de novos investimentos. Estão previstos mais de R$ 200 milhões no setor de proteína animal, dos quais R$ 120 milhões serão destinados à bovinocultura e R$ 82 milhões à suinocultura. A expectativa é de que esses recursos ampliem a capacidade industrial e criem milhares de empregos em toda a cadeia produtiva.

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, Assurbanípal Mesquita, destacou que os números refletem um ambiente de negócios favorável, construído com apoio do setor público e da iniciativa privada.

“Estamos vivenciando um momento importante para o Acre. Isso é resultado direto da confiança do setor produtivo nas ações do governo e de um trabalho contínuo liderado pelo governador Gladson Camelí”, afirmou o secretário.

Segundo ele, um dos grandes diferenciais locais é o conceito de “liberdade de produção”, que, na prática, representa a confiança do estado nas empresas e produtores. “É essa confiança que permite que os empreendedores inovem, cresçam e contribuam para o desenvolvimento econômico com geração de empregos”, completou Mesquita.

Essa articulação envolve diversos órgãos do governo, como o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), a Secretaria de Agricultura (Seagri), a própria Seict e a Agência de Negócios do Estado do Acre (Anac), que atuam em conjunto para dar suporte técnico, incentivar negócios e abrir portas para o comércio internacional.

Como parte da estratégia de expansão, o Acre também tem marcado presença em eventos e feiras internacionais, promovendo seus produtos, atraindo compradores e reforçando parcerias comerciais com mercados estratégicos.

O atual momento indica que o estado segue em trajetória de crescimento, com políticas públicas voltadas à inovação, à modernização da produção e à consolidação de sua posição no cenário das exportações brasileiras.

Repostagem com base em informações da Agência de Notícias do Acre.

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