Criminoso que matou jovem no Juruá e foi preso tinha papel central na estrutura de facção, diz polícia

Um dos crimes atribuídos a ele é a morte de João Victor, jovem bastante conhecido na cidade.

A Polícia Civil do Acre, em ação conjunta com a Polícia Militar, prendeu nesta semana um dos principais executores do crime organizado que atuava em Cruzeiro do Sul e região. A captura ocorreu no município de Porto Walter, após semanas de investigação.

Segundo o delegado Heverton Carvalho, o homem é apontado como autor ou mandante de diversos homicídios ocorridos desde o ano passado, incluindo o assassinato brutal de João Victor, crime que chocou a população local.

As investigações continuam, e a Polícia Civil deve interrogar o preso para esclarecer o envolvimento dele em outros crimes/ Foto: Reprodução

“A polícia civil já vinha investigando esse indivíduo há algum tempo. A prisão representa a quebra de um braço estrutural e violento da organização criminosa”, afirmou o delegado.

De acordo com a investigação, o criminoso tinha papel central na estrutura da facção, sendo responsável por executar diretamente ou comandar a execução de rivais. Em alguns casos, ele atribuía a missão a outros membros do grupo, coordenando ataques e homicídios em Cruzeiro do Sul e nos municípios vizinhos.

Um dos crimes atribuídos a ele é a morte de João Victor, jovem bastante conhecido na cidade. Conforme detalhou o delegado, o suspeito teria planejado o crime, ordenando que uma amiga da vítima o atraísse até uma área isolada, onde foi torturado, morto e teve o corpo lançado no rio.

Após os crimes em Cruzeiro do Sul, o investigado deixou o município e passou a atuar entre Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A polícia reforçou a segurança na região e conseguiu localizá-lo em Porto Walter, onde foi finalmente preso.

“Ele vai responder por organização criminosa, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, homicídios e sequestro. Já está à disposição da Justiça e será submetido a audiência de custódia”, completou o delegado.

As investigações continuam, e a Polícia Civil deve interrogar o preso para esclarecer o envolvimento dele em outros crimes e identificar possíveis cúmplices ainda foragidos. Ao todo, mais de seis homicídios já são formalmente atribuídos ao criminoso.

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