Juliette Freire usou suas redes sociais nessa quinta-feira (10 de julho) para expressar o luto pela morte da amiga Clarissa Costa Gomes, assassinada em Fortaleza (CE); o caso vem sendo investigado como feminicídio. A vítima foi morta a facada dentro da própria casa, na noite de quarta-feira (9 de julho), e o principal suspeito é o namorado dela, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, de 26 anos. Ele foi preso em flagrante logo após o crime.
Abalada, Juliette compartilhou com seus seguidores que passou o dia em estado de choque. “Desde que recebi a notícia, eu estou o tempo inteiro me arrepiando, angustiada. Uma pessoa doce, educada, nunca tivemos ideia de que era um relacionamento tóxico. Nunca houve um pedido de socorro”, lamentou a artista nos stories do Instagram.
Clarissa era enfermeira neonatal e mantinha uma relação próxima com Juliette, por meio de uma amizade em comum com Monalisa, amiga da cantora desde a juventude, quando dividiam apartamento na Paraíba. O caso, além de impactar familiares e amigos, gerou comoção nas redes sociais e reacendeu discussões sobre a violência contra a mulher no Brasil.
De acordo com a Polícia Civil do Ceará, o crime foi cometido dentro da casa da vítima e classificado como brutal pelas autoridades. A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza. O suspeito foi autuado por feminicídio, que no Brasil é crime previsto no Código Penal desde 2015. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é assassinada por motivação de gênero a cada 6 horas no país.
Juliette desabafa após morte de amiga Crédito: Reprodução
Alerta para as mulheres
Diante da tragédia, Juliette fez um apelo público sobre a importância de se atentar aos sinais de violência doméstica. “Se você tiver em uma relação minimamente violenta, não permaneça. Peça ajuda. Não é brincadeira”, alertou.
A declaração da artista teve grande repercussão e recebeu apoio de milhares de seguidores. Juliette ainda destacou que nem sempre os sinais de um relacionamento abusivo são percebidos a tempo. “Às vezes, nem a própria vítima consegue enxergar o perigo em que está. Precisamos falar sobre isso com urgência”, completou.
Fonte: Correio 24 horas
Redigido por ContilNet.
