Na terceira noite da ExpoAcre 2025, enquanto milhares de pessoas lotavam o parque de exposições para acompanhar o show da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, outro episódio, menos festivo, se desenrolava nos bastidores do evento: a tentativa de transformar o trabalho sério e responsável de uma equipe de imprensa em motivo de polêmica.
Apenas alguns veículos de comunicação tiveram acesso liberado ao espaço reservado à imprensa pela equipe dos artistas. O nosso portal foi um deles. Não por privilégio — como alguns tentam sugerir —, mas por trajetória. Estamos há mais de uma década cobrindo a ExpoAcre, acompanhando os bastidores, entrevistando artistas, gestores, expositores e visitantes.
Estivemos presentes nos momentos mais difíceis e nos mais celebrados da feira. Construímos parcerias, relações de confiança e, acima de tudo, credibilidade. Fomos o primeiro site a fazer a transmissão da feira com uma equipe grande, que acorda todos os dias para levar o melhor do entretenimento para a casa dos acreanos.
É preciso lembrar que jornalismo se faz com persistência, dedicação e, muitas vezes, com a capacidade de chegar antes. Um bom jornalista não espera que a informação venha até ele. Vai atrás. Negocia acesso. Conquista espaço. Fura a fila — não por arrogância, mas por compromisso com o leitor.
Fazer jornalismo de verdade é, muitas vezes, ter a coragem de se expor para mostrar a notícia em primeira mão. E, quando esse trabalho rende frutos, não pode ser diminuído com acusações levianas de favorecimento. O nome disso não é privilégio. É proatividade.
A liberdade de imprensa também passa por reconhecer o mérito de quem trabalha duro para informar. E não há espaço para rivalidade onde deveria haver respeito mútuo e ética profissional.
Seguiremos fazendo jornalismo com responsabilidade, transparência e, sobretudo, com o compromisso de sempre levar a informação adiante — com ou sem acesso facilitado.
Matheus Mello
editor-chefe do ContilNet Notícias

