O apresentador e chef de cozinha Edu Guedes passou por uma cirurgia no último sábado (5) após ser diagnosticado com câncer no pâncreas. A descoberta inesperada aconteceu depois que uma crise renal o levou a realizar exames médicos.
Considerado um dos tipos de câncer mais letais no Brasil, o câncer de pâncreas é responsável por 5% das mortes causadas por tumores, mesmo representando apenas 1% dos diagnósticos da doença no país, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Nacionalmente, ele ocupa a sétima posição entre os tipos de câncer com maior índice de mortalidade.
Ana Hickmann e Edu Guedes — Foto: Reprodução Instagram
Os desafios da doença e seus fatores de risco
A dificuldade no diagnóstico precoce e o comportamento agressivo do tumor tornam a doença especialmente preocupante. “O câncer de pâncreas ocorre quando há uma multiplicação desordenada das células dessa glândula, formando um tumor que pode se espalhar para outras partes do corpo, o que chamamos de metástase”, explica o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
Entre os principais fatores de risco estão a obesidade, o tabagismo e casos de pancreatite crônica. A detecção precoce, no entanto, ainda é um grande desafio. “É uma doença silenciosa no início. Quando os sintomas aparecem, geralmente já está em estágio mais avançado”, alerta o especialista.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sinais mais comuns do câncer de pâncreas incluem dor abdominal, perda de peso inexplicável, icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) e vômitos. Diante desses sintomas, exames de imagem, como a tomografia ou a ressonância magnética, costumam ser os primeiros passos para identificar alterações no pâncreas.
Já a confirmação do diagnóstico geralmente é feita por meio da biópsia, através de um procedimento chamado colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), que combina endoscopia e radiografia.
O tratamento varia conforme o estágio da doença. Em casos operáveis, a cirurgia costuma ser indicada, podendo ser associada à quimioterapia antes e depois do procedimento. Já nos casos em que o câncer já se espalhou para outros órgãos, a quimioterapia passa a ser a principal opção de tratamento.
Prognóstico e recuperação
O prognóstico da doença, segundo o oncologista, é desafiador. “Na fase metastática, a expectativa média de vida costuma variar entre seis e 11 meses, dependendo do tipo de tratamento. Por outro lado, nos casos em que o tumor pode ser removido cirurgicamente, as chances de sobrevida são maiores”, afirma.
Edu Guedes segue em recuperação após o procedimento.
Fonte: O Globo
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