Os golpistas que conseguiram faturar R$ 3 milhões enganando estudantes usaram de artimanhas para lesar as pessoas que viam no vestibular uma oportunidade de ingressar na universidade. Os golpes aplicados pela quadrilha envolviam a criação estratégica de sites falsos e a transferência dos valores arrecadados, por meio das taxas, para as contas dos criminosos.
As investigações apontaram que os estelionatários criaram ambientes virtuais similares ao do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e divulgaram os sites em redes sociais, evidenciando o anúncio para as inscrições da prova de 2024. Para impulsionar o alcance das publicações, o bando contava com anúncios patrocinados, o que possibilitou a captação de mais vítimas.
Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Entenda o golpe
Conforme apontado pela Polícia Federal (PF), a quadrilha:
- Criava um site com aparência extremamente semelhante à da Página do Participante.
- Os vestibulandos eram orientados a preencher a inscrição com informações sigilosas, como número do CPF.
- Por fim, os estudantes pagavam uma taxa no valor de R$ 85.
- Os boletos emitidos direcionavam os valores transferidos pelos “inscritos” para as contas em nome dos criminosos que integravam o bando. As contas que recebiam transferência via Pix também não eram oficiais.
A investigação da PF foi iniciada quando candidatos passaram a relatar que mesmo após efetuar o pagamento da taxa não constavam como inscritos no sistema do Inep.
Além do prejuízo financeiro, os candidatos enganados foram automaticamente eliminados do Enem 2024, já que não se inscreveram pelo sistema oficial. Isso significa que muitos terão que esperar mais um ano para fazer a prova.
A Operação Só Oficial
Nesta quinta-feira (10 de julho), a PF deflagrou a Operação Só Oficial. Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão na cidade de Praia Grande, em São Paulo, e bloquearam os valores obtidos ilegalmente.
A operação recebeu o nome “Só Oficial” como forma de alerta: inscrições para o Enem devem ser feitas apenas pelo site do governo (www.gov.br), com pagamento direto ao Inep. O objetivo é evitar que mais estudantes caiam em golpes desse tipo.
Fonte: Metrópoles
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