Mais de 100 organizações humanitárias alertaram, nesta quarta-feira (23/7), para a fome em massa que atinge a população da Faixa de Gaza em meio à ofensiva israelense. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, o território palestino vem enfrentando níveis extremos de fome e desnutrição, como consequência dos conflitos entre Israel e o Hamas.
Ao todo, 111 organizações divulgaram uma declaração conjunta “para soar o alarme sobre a fome em Gaza e pedir ajuda para salvar vidas”. Entre elas, estão Médicos Sem Fronteiras (MSF), Save the Children e Oxfam.
Fome em Gaza
- A fome em Gaza tem se alastrado, com Israel enfrentando uma crescente pressão internacional para que libere a ajuda humanitária na região.
- O Ministério da Saúde da Palestina afirmou que 111 palestinos morreram de fome desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.
- A desnutrição atingiu níveis alarmantes na Faixa de Gaza, em meio à guerra. A Agência das Nações Unidas (ONU) alerta que a entrada de ajuda humanitária no território cercado segue extremamente limitada.
“Enquanto o cerco do governo israelense mata de fome a população de Gaza, trabalhadores humanitários agora se juntam às mesmas filas de alimentos, correndo o risco de serem baleados apenas para alimentar suas famílias”, afirmam as organizações.
Ainda segundo a declaração, “massacres em locais de distribuição de alimentos em Gaza ocorrem quase diariamente. Até 13 de julho, a ONU confirmou que 875 palestinos foram mortos enquanto buscavam comida, 201 em rotas de ajuda humanitária e o restante em pontos de distribuição”.
As organizações também pedem que os governos deixem de esperar por permissão para agir. Segundo elas, é hora de tomar medidas decisivas — ou seja, implementar um cessar-fogo imediato.
“Médicos relatam taxas recordes de desnutrição aguda , especialmente entre crianças e idosos. Doenças como diarreia aquosa aguda estão se espalhando, mercados estão vazios, lixo está se acumulando e adultos estão desmaiando nas ruas de fome e desidratação”, aponta o documento.
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A declaração também alega que o sistema humanitário, liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU), “não falhou, ele foi impedido de funcionar”.
Nessa terça-feira (22/7), O Ministério da Saúde da Palestina anunciou a suspensão das atividades em seis unidades médicas, incluindo o Hospital de Serviço Público e a Estação Central de Oxigênio, devido à “insistência” de Israel em impedir que a Organização Mundial da Saúde (OMS) entregue combustível aos hospitais na Faixa de Gaza.
Veja a declaração completa aqui.

