Governo intensifica vigilância contra pragas que podem destruir produção de banana no Acre

A identificação tardia de pragas e doenças pode comprometer boa parte da produção e gerar sérios prejuízos aos agricultores

Técnicos do Idaf inspecionaram plantações de banana com foco na detecção precoce de sintomas de pragas quarentenárias da fruta. Foto: Fabiana Matos/Idaf

Com foco na proteção da agricultura familiar e no fortalecimento da cadeia produtiva da banana, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC) realizou, entre os dias 14 e 18 de julho, uma série de ações em propriedades rurais nos municípios da região de Tarauacá/Envira. O principal objetivo foi garantir que o estado continue livre de pragas quarentenárias como o moko e a raça 4 tropical da fusariose (FOC R4T), ameaças severas à produção da bananeira.

Técnicos do Idaf inspecionaram plantações de banana com foco na detecção precoce de sintomas de pragas quarentenárias da fruta. Foto: Fabiana Matos/Idaf

Durante a operação de campo, técnicos do Idaf realizaram inspeções minuciosas em bananais, buscando sinais iniciais das doenças. A detecção precoce é essencial para evitar a entrada e propagação dessas pragas, que podem causar impactos devastadores na produção local. A fusariose R4T, que ainda não chegou ao Brasil, já preocupa países da América do Sul por sua alta letalidade e ausência de controle efetivo. Já o moko, presente em outros estados do Norte, ainda não foi identificado no Acre — e o desafio é manter essa condição.

Gabriela Tamwing, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do Idaf, destaca a importância do trabalho contínuo. “Realizamos monitoramentos sistemáticos com coleta de amostras oficiais, controle do trânsito vegetal e ações de conscientização. A vigilância só é eficaz quando também envolve o produtor, por isso promovemos capacitações e incentivamos a notificação de qualquer suspeita”, afirma.

Capacitação para produtores de banana em Tarauacá. Foto: Fabiana Matos/Idaf

Além do trabalho técnico em campo, o Idaf promoveu uma capacitação em Tarauacá voltada à sanidade da bananicultura. O encontro abordou temas como biossegurança, medidas fitossanitárias e identificação de sintomas, tudo com o objetivo de orientar os produtores sobre como prevenir prejuízos econômicos e evitar a disseminação de pragas.

“Se a gente, como produtor, não cuidar da lavoura, a produção despenca. Por isso estou participando: quero produzir com mais qualidade”, comentou José Rodrigues de Oliveira, agricultor da comunidade Tauarí, que esteve presente na capacitação.

Outro ponto importante da ação foi a orientação sobre a emissão da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV), documento exigido para o transporte legal de banana entre estados. Emitida por profissionais habilitados do Idaf, a PTV garante a origem e as condições sanitárias do carregamento, assegurando a rastreabilidade e a legalidade da comercialização.

Para o produtor José Roberto Medeiros, o suporte técnico tem sido fundamental. “A banana, se bem cuidada, produz por anos. Com a ajuda do Idaf, a gente aprende a prevenir e fazer tudo certo”, afirmou. A opinião é reforçada por João Paulo Maia, chefe da unidade da Secretaria de Agricultura de Feijó: “A parceria entre Seagri e Idaf facilita o acesso ao produtor e amplia o alcance da educação sanitária no campo”.

O manejo inadequado ou o diagnóstico tardio de pragas pode comprometer seriamente a produção. Por isso, o Idaf também orienta os agricultores sobre o controle de doenças já presentes no estado, como a sigatoka negra, por meio de estratégias integradas de manejo.

“Nosso trabalho é proteger a bananicultura acreana com ações educativas e preventivas, sempre em articulação com os produtores e órgãos parceiros. A manutenção do status de área livre dessas pragas não é um feito isolado, mas resultado da participação de todos. Estamos presentes em todas as regiões do estado para garantir essa conquista coletiva”, finalizou Gabriela Tamwing.

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