O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, repreendeu nesta segunda-feira (14 de julho) o advogado Jeffrey Chiquini, representante de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A advertência ocorreu no início da oitiva do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, quando o defensor pediu a palavra.
Jeffrey Chiquini alegou ter recebido um volume expressivo de documentos da Polícia Federal (PF) nos últimos dias, às vésperas do início das oitivas de testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 da suposta trama golpista. Por isso, solicitou o adiamento da audiência, argumentando não ter tido tempo hábil para analisar todo o material.

Antonio Augusto/STF
Moraes, contudo, interrompeu e rejeitou o pedido, afirmando que os documentos entregues aos advogados não integram, na íntegra, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e, portanto, não havia motivo para suspender a oitiva.
Quando o advogado insistiu, Moraes interveio novamente, proferindo a frase: “Enquanto eu falo, o senhor fica quieto”.
Detalhes da oitiva
O ex-ajudante de ordens Mauro Cid foi ouvido nesta segunda-feira como “informante do juiz” na oitiva que aborda as ações dos núcleos 2, 3 e 4 da suposta trama golpista.
Durante a manhã, o juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, Rafael Henrique, ouviu as testemunhas de acusação intimadas pela Procuradoria-Geral da República. No período da tarde, Cid foi ouvido pelo próprio ministro Alexandre de Moraes, que conduziu a oitiva vespertina após sua ausência pela manhã.
Antes de Cid, foram ouvidas as testemunhas da PGR Clebson Ferreira de Paula Vieira e Adiel Pereira Alcântara, sem a presença do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Fonte: Metrópoles
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