De vez em quando surgem posts nas redes sociais, de perfis grandes, sobre o retorno do Orkut. A rede social fez muito sucesso no Brasil entre 2004 e 2014. Desde então, os rumores sobre seu recomeço vão e voltam, sempre gerando muito engajamento dos usuários. Eu só acredito vendo.
Isso porque o criador dela, o engenheiro Orkut Büyükkökten, até hoje não deu qualquer demonstração de que está de fato trabalhando numa nova versão da plataforma. Não há nenhuma imagem que mostre como seria o tal Orkut 2025.
No ano passado, o pai do Orkut esteve no congresso Rio Innovation Week, realizado no Brasil, e voltou a falar dessa possibilidade. Disse que tinha a intenção de criar uma rede social que não nos dividisse. No entanto, ficou devendo demonstrações do que viria a ser esta plataforma.
A ouvinte Mércia escreveu para a coluna com a dúvida sobre o retorno do Orkut. Não temos como cravar, mas é difícil de acreditar na promessa de Büyükkökten. Tudo, até aqui, tem cheiro de jogada de marketing.
A plataforma é de um tempo mais ameno, em que as pessoas batiam papo no MSN Messenger e postavam imagens no Fotolog. As coisas pareciam mais leves.
Muita coisa mudou no cenário digital desde que o Orkut saiu de cena. Hoje, a lógica das redes sociais se baseia na presença de influenciadores para produzir conteúdo e de algoritmos para determinar o que será visto pelos usuários.
Lembrar dos tempos de Orkut dá uma sensação gostosa de nostalgia, mas não passa disso.
