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Padrasto de jovem envenenado com bolinho de mandioca é preso em São Paulo

Por CBN

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (16) Ademilson Ferreira dos Santos, padrasto de Lucas da Silva, de 19 anos, internado em estado grave após comer um bolinho de mandioca em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Para a polícia, ele é o principal suspeito de ter envenenado o jovem.

Lucas da Silva Santos, vítima de um envenenamento ao comer um bolinho de mandioca/Foto: Reprodução/Redes sociais

A delegada Liliane Doretto, responsável pelo caso, afirmou à imprensa hoje que irá pedir a prisão preventiva de 15 dias de Ademilson Ferreira.

Nesta terça-feira (15), a delegada disse que teve acesso a uma troca de mensagens em que o homem confessa que pensava em matar o enteado.

“Na verdade, um pastor evangélico, que era da igreja que o Lucas frequentava, ele veio até a delegacia com uma mensagem que o próprio Ademilson escreveu dizendo que não aguentava mais aquela conduta indisciplinada do Lucas, diga-se entre aspas, indisciplinada, porque ele não queria mais viver na casa. E na iminência que o Lucas já ia mudar, porque ele conseguiu um bom emprego para começar a trabalhar na segunda-feira, ele, então, atentou contra a vida do rapaz para que o impedisse de tomar um rumo que não fosse aquele que ele determinou.”

Os depoimentos da mãe e dos irmãos de Lucas também revelaram um histórico de abusos sexuais cometidos por Ademilson contra os enteados.

Além disso, a investigação identificou diversas inconsistências nos depoimentos do suspeito, que inicialmente tentou culpar a irmã pelo crime.

Foi ela que produziu os bolinhos de mandioca servidos à família no fim de semana. A suspeita é que o padrasto tenha envenenado o alimento antes de oferecer ao jovem.

Lucas da Silva passou mal em seguida e foi internado no Hospital de Urgência de São Bernardo. De acordo com o último boletim médico, o paciente está estável e a sedação foi desligada para avaliar possível sequela neurológica.

A irmã de Lucas por parte de pai, Denise Santos, disse que passou 15 anos sem ver o rapaz, pois o padrasto afastou ele e os irmãos do restante da família. Ela só o reencontrou no início dessa semana, já desacordado no leito da UTI.

“Falei o quanto eu amava ele, o quanto eu procurei ele, mas eu não encontrei ele. Só encontrei ele nessa situação e é muito difícil. Eu vivi pouco tempo com ele, mas era como se fossem meus filhos, sabe? Eu cuidei deles pequenininho. Só que simplesmente eles pegaram ele e foram embora, não deram contato pra ninguém. Nem a família deles lá não tinha contato. Então, é muito triste. Eu procurei tanto meus irmãos para agora encontrar ele nessa situação.”

O exame toxicológico pra determinar qual substância foi usada para envenenar Lucas ainda não foi concluído pelo Instituto Médico-Legal, mas a polícia considera que a investigação está praticamente encerrada.

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