O tráfego entre Rondônia e Acre está ameaçado por um grave problema estrutural. A ponte sobre o Rio Candeias, localizada na BR-364 entre Candeias do Jamari e Porto Velho, apresenta sérios danos e já não oferece condições seguras de uso, de acordo com avaliação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (CREA/RO). O órgão emitiu parecer técnico recomendando a interdição imediata da travessia, alertando para o perigo iminente de colapso da estrutura.
Ponte entre Rondônia e Acre corre risco de colapso e CREA recomenda interdição imediata. Foto: Reprodução/Guajará Conectado
Apesar de ter passado por intervenções anteriores realizadas pelo DER/RO e pelo DNIT, os reparos realizados não foram suficientes para conter o avanço dos danos. Segundo o CREA, as falhas são profundas e comprometem a integridade da ligação, que é um elo fundamental entre os dois estados da Amazônia Ocidental.
A situação gera crescente inquietação entre profissionais da área, que apontam falhas crônicas nas fundações e na sustentação da ponte. Para eles, os ajustes feitos até agora foram apenas medidas de contenção que adiaram o problema sem oferecer uma solução real. O risco é que, sem uma ação estruturante e definitiva, o cenário caminhe para um desfecho catastrófico.
A possível interdição da via causa preocupação imediata no setor logístico. Empresas de transporte, produtores e motoristas que dependem da BR-364 para escoar cargas e viajar entre os estados já preveem transtornos e prejuízos. A falta de rotas alternativas viáveis pode resultar em atrasos e aumento expressivo dos custos operacionais.
O CREA defende que a única forma de reverter o quadro é por meio de uma reconstrução completa do espaço, com projeto técnico consistente e obras que assegurem a durabilidade da estrutura. A urgência do caso exige, segundo o Conselho, ação coordenada entre governo federal e estadual.
Sem respostas imediatas, cresce o temor de que a travessia seja interditada de forma repentina ou, pior ainda, que uma tragédia aconteça antes da intervenção necessária. No último mês, entre 27 e 29 de junho, a ligação chegou a ser interditado para avaliação e correção de problemas.
