Por dia, 30 pedestres sĂŁo assaltados no DF. Veja vĂ­deos de crimes

Por MetrĂłpoles 28/07/2025

Entre janeiro e junho deste ano, 5.518 pedestres foram assaltados no Distrito Federal, segundo a Secretaria de Segurança PĂșblica (SSP-DF). Embora o nĂșmero represente uma queda de 9,1% em relação ao mesmo perĂ­odo de 2024 — quando foram registrados 6.022 casos —, ainda equivale a uma mĂ©dia de quase 30 ocorrĂȘncias por dia nas calçadas e vias pĂșblicas da capital do paĂ­s.

O celular segue como o principal alvo dos assaltantes, presente em 75% dos casos. A assistente de recursos humanos Paloma (nome fictĂ­cio), de 22 anos, foi roubada logo apĂłs descer de um ĂŽnibus na Asa Sul, a caminho do trabalho. Dois homens agiram em conjunto.

Ainda dentro do coletivo, um deles, que jå havia incomodado outra passageira com comentårios estranhos, se aproximou dela para pedir informaçÔes, o que fez Paloma querer se antecipar e descer antes do destino.

Mas enquanto ela respondia Ă s falsas perguntas, um outro homem a empurrou com violĂȘncia, gritando para que descesse logo. Em seguida, os dois teriam descido atrĂĄs dela.

“Assim que coloquei o pĂ© na calçada, eles pediram meu celular, foi tudo muito rĂĄpido. Tive um prejuĂ­zo de 5 mil reais”, contou.

Alguns dias depois, Paloma localizou o aparelho na Feira dos Importados de CeilĂąndia. Ela registrou ocorrĂȘncia na 5ÂȘ DP, mas foi informada de que a loja sĂł poderia ser revistada com mandado judicial.

“Minha irmĂŁ foi atĂ© a loja fingindo ser cliente. O vendedor mostrou exatamente o meu celular e ainda digitou minha senha para desbloquear, o que mostra que eles teriam me observado para decorar”, relatou.

Veja:

Por dia, 30 pedestres sĂŁo assaltados no DF. Veja vĂ­deos de crimes

Em outros casos, hĂĄ quem reaja e atĂ© sofra violĂȘncia. Durante o Carnaval deste ano, Lucas (nome fictĂ­cio), de 20 anos, foi agredido ao tentar reagir a um roubo no Setor Comercial Sul, em BrasĂ­lia. O caso aconteceu no dia 4 de março deste ano, terça-feira de Carnaval, durante o bloco Leis de Gaga.

Lucas estava acompanhado de amigos e contou que mantinha o celular preso Ă  cintura e que se afastou momentaneamente do grupo para conversar com um colega. Ao pegar o aparelho para mostrar uma foto, foi surpreendido por um grupo de criminosos.

“Um deles passou correndo e arrancou meu celular da mĂŁo. Tentei gritar que estavam me roubando, mas o som estava muito alto e ninguĂ©m ouviu”, lembra. Ao tentar correr atrĂĄs do assaltante, foi agredido por outros integrantes do grupo. “Um me empurrou e o outro me deu um soco que me deixou tonto. Quando consegui me levantar, eles jĂĄ estavam longe.”

AlĂ©m da violĂȘncia sofrida, ele conta que nĂŁo havia anotado o nĂșmero de IMEI do aparelho — informação fundamental para rastrear o celular em caso de roubo.

“Fiz tudo que não se deve fazer em um bloquinho: mexi no celular longe do meu grupo, não prestei atenção ao redor e não fiquei perto da polícia. Aprendi, da pior forma, que a gente precisa estar atento o tempo todo, mesmo em clima de festa.”

Flagras por cùmeras de segurança

Em dois casos recentes registrados em Ceilùndia, publicados pelo Metrópoles, diferentes modalidades de assalto foram flagradas por cùmeras de segurança.

No primeiro, em 28 de maio, João Victor de Souza, 25 anos, cometeu dois roubos em menos de 11 minutos: primeiro, abordou uma mulher que caminhava até seu carro, ameaçando-a com uma arma para roubar o veículo, chaves e celular; em seguida, jå com o carro roubado, rendeu outra mulher sentada na calçada para tomar seu celular. Após perseguição policial, João perdeu o controle do carro e foi preso, sendo encontrado com diversos objetos roubados e uma arma de fogo.

No segundo caso, em 6 de março, um ladrão de bicicleta roubou a carteira de uma pedestre em plena luz do dia, em Ceilùndia Norte, ignorando pedidos da vítima para não levå-la.

Assista:

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ApĂłs o roubo de um celular, criminosos podem praticar uma sĂ©rie de crimes digitais usando os dados da vĂ­tima, como transferĂȘncias bancĂĄrias indevidas, golpes em terceiros e atĂ© abertura de contas falsas. O advogado criminalista Marcelo Almeida explica que “sĂł o fato de desbloquear o aparelho sem consentimento jĂĄ configura crime de invasĂŁo de dispositivo informĂĄtico, mesmo sem acesso remoto”.

Segundo ele, dependendo da conduta, os bandidos podem responder ainda por estelionato digital, furto qualificado mediante fraude e falsidade ideolĂłgica, com penas que aumentam em caso de prejuĂ­zo financeiro.

 

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