A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Defesa Civil Municipal, deu início à tradicional operação emergencial de abastecimento de água nas comunidades rurais mais afetadas pela estiagem. Embora o lançamento oficial esteja previsto para os próximos dias, a ação já está em plena execução desde o início desta semana.

Na segunda-feira (7), a equipe abasteceu a rota do Panorama, que contempla cerca de 600 famílias/ Foto: Ascom
Segundo o coordenador da Defesa Civil, coronel Cláudio Falcão, esta fase inicial, chamada de “semana zero”, tem como objetivo realizar ajustes técnicos no sistema. “É uma semana para resolver pequenos problemas, como acessos com dificuldade, caixas d’água com vazamentos ou defeitos. Mas já estamos operando normalmente”, explicou.
Na segunda-feira (7), a equipe abasteceu a rota do Panorama, que contempla cerca de 600 famílias, beneficiando aproximadamente 2.500 pessoas. Em seguida, a operação seguiu pela BR-364, conhecida como Estrada do Aeroporto, atendendo comunidades e ramais da região.

A ação integra o conjunto de medidas de mitigação dos efeitos da seca adotadas pela Prefeitura/ Foto: Ascom
Nesta terça-feira (8), os trabalhos se concentraram na Transacreana, com atendimento previsto até o quilômetro 100, passando pela Vila Verde e diversas outras localidades. “Essa é a rota mais extensa e com o maior número de caixas d’água instaladas”, destacou o coordenador.
A ação integra o conjunto de medidas de mitigação dos efeitos da seca adotadas pela Prefeitura, como parte do plano de resposta emergencial da Defesa Civil. Além do abastecimento de água nas zonas rurais, o plano inclui o monitoramento constante das bacias hidrográficas, vigilância sobre o fornecimento de água na área urbana e ações de prevenção e controle de queimadas, em parceria com o Corpo de Bombeiros, secretarias de Meio Ambiente, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público.
De acordo com o levantamento técnico, os primeiros sinais da estiagem já foram sentidos em maio, com déficit de chuvas e impactos visíveis: piora na qualidade do ar, queda na umidade relativa e elevação nas temperaturas. “As queimadas já começaram a aparecer, mas estão sob controle dentro do previsto”, afirmou Falcão.
