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“Que os ventos da Chapada te recebam em paz”: homenagem emociona e gera debates após morte de highliner

Por Anieli Amorim, ContilNet

A morte trágica de Gustavo Rodrigues Guimarães durante a prática de highline na Chapada dos Veadeiros comoveu amigos, familiares e internautas. Em uma homenagem publicada nas redes sociais, o perfil oficial da Chapada expressou luto e reverência pela trajetória de Gustavo, que era considerado um dos maiores nomes do esporte no país.

“Com o coração apertado, prestamos uma homenagem a Gustavo Rodrigues Guimarães, que partiu de forma trágica enquanto fazia o que amava: flutuava entre céus e abismos, buscando equilíbrio entre coragem e contemplação”, diz o texto.

A mensagem ressalta o espírito livre de Gustavo e a conexão dele com a natureza:
“Ele era um espírito livre, desses que desafiam a gravidade com leveza e nos ensinam que o mundo tem muitos jeitos de ser sentido, de cima, do alto, entre o vento e a pedra. […] Que os ventos da Chapada te recebam em paz e que tua travessia agora seja feita no infinito.”

Gustavo Guimarães durante prática de highline/Foto: Reprodução

A publicação gerou uma onda de comentários nas redes sociais. Muitos prestaram solidariedade, exaltaram a coragem do atleta e sua entrega à vida. “O Gusta não morreu, ele viveu! E vai ser sempre lembrado como um dos melhores que tivemos. Um poeta que amava as alturas”, escreveu um internauta.

Outro comentou: “Quando a morte chegar, que ela nos encontre vivos!”, em referência à busca por sentido e intensidade que marcou a trajetória de Gustavo.

No entanto, algumas mensagens também trouxeram reflexões sobre a segurança no esporte. “Se tivesse usado o equipamento de segurança básico, continuaria a viver fazendo o que gostava. Segurança não é charme”, pontuou uma seguidora.

De acordo com relatos de praticantes do highline, Gustavo era um atleta experiente e certificado, e o acidente teria ocorrido no momento em que ele ainda não havia ancorado os equipamentos de segurança — uma fase delicada da prática e que exige atenção redobrada.

A comoção foi tão grande que seguidores iniciaram um movimento de ajuda à família do atleta, que também cuidava da tia-avó. “Continuem ajudando a vaquinha! Nós precisamos ajudar quem fica”, pediu uma amiga próxima.

A Chapada dos Veadeiros, onde o acidente aconteceu, é considerada sagrada por muitos e se tornou agora também o local que guarda a memória de Gustavo.

Confira a homenagem na íntegra:

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