Quem é Sandra Gadelha, mãe de Preta Gil que inspira música Drão

Sandra Gadelha, mãe de Preta Gil e ex-esposa de Gilberto Gil, é a musa por trás da canção "Drão", lembrada na última apresentação da cantora, que faleceu no último domingo. A música, um clássico da MPB, revela a profundidade do relacionamento e os desafios da vida a dois

Reprodução/Instagram

Após a notícia da morte da cantora Preta Gil, a internet relembrou da última apresentação dela. Em abril de 2025, a cantora subiu ao palco ao lado do pai, Gilberto Gil, durante a turnê Tempo Rei, em São Paulo. A canção escolhida para a ocasião foi “Drão”, inspirada na então esposa de Gilberto e mãe de Preta, Sandra Gadelha.

O nome da música em si já é uma homenagem a Sandra, já que ela era chamada de Drão após Maria Bethânia dar este apelido a ela. A letra da canção fala em momentos difíceis e foi escrita enquanto Gil e Sandra estavam se separando.

“Drão, o amor da gente é como um grão/ Uma semente de ilusão/ Tem que morrer pra germinar/ Plantar nalgum lugar/ Ressuscitar no chão nossa semeadura/ Quem poderá fazer aquele amor morrer/ Nossa caminhadura”, diz um trecho da canção.

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Quem é Sandra Gadelha?

Sandra tem 78 anos. Ela foi a terceira esposa de Gilberto Gil e os dois se casaram em março de 1969, permanecendo juntos por 21 anos. Eles tiveram três filhos: Pedro, Preta e Maria. Tanto Pedro quanto Preta agora são falecidos. Pedro morreu aos 19 anos, em 1990, após um acidente de carro.

Ela é irmã de Dedé Gadelha, que foi a primeira esposa de Caetano Veloso. Os quatro conviveram juntos durante o exílio dos artistas na Inglaterra. Foi Maria Bethânia, inclusive, que deu o famoso apelido de Sandra, Drão, inspiração para uma das músicas mais conhecidas de Gilberto Gil.

Durante o relacionamento com Gil, Sandra também foi homenageada pela canção “Sandra”. Segundo Gil no livro “Todas as Letras”, a canção foi inspirada em duas Sandras.

“O que ninguém sabe, e que não se revela de nenhuma maneira na canção, é que há duas Sandras, a que é mencionada no fim e a do título, que não se refere à Sandra com quem eu era casado, mas a uma menina linda, maravilhosa, também chamada Sandra, que tietava o Caetano em Curitiba”, escreveu Gil no livro “Todas as Letras”.


Fonte: Metrópoles Redigido por ContilNet.

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