A boneca Barbie ganhou sua primeira versão com diabetes tipo 1. O lançamento, além de ampliar a representatividade, tem como objetivo educar o público sobre a condição médica. Os diferenciais do brinquedo são os três adereços inspirados em dispositivos para controle dos níveis de glicose no sangue, bem como um conjunto com estampa de bolinhas nas cores da campanha global para conscientização da doença.

Mattel/Divulgação
Barbie e a inclusão
A versão com diabetes tipo 1 da boneca faz parte da edição 2025 da linha inclusiva Barbie Fashionistas. No total, são mais de 175 variações da boneca que incluem diferentes detalhes da fisionomia, como cor de pele e textura do cabelo, além de versões com aparelho auditivo, cadeira de rodas e outras características que correspondem a deficiências específicas.
“A Barbie ajuda a moldar as primeiras percepções das crianças sobre o mundo e, ao refletir condições médicas como o DM1, garantimos que mais crianças possam se ver nas histórias que imaginam e nas bonecas que amam”, comentou Krista Berger, vice-presidente sênior da Barbie e chefe global de bonecas da marca. A novidade é uma parceria com a Breakthrough T1D, organização de pesquisa e defesa do tema.

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Detalhes dos acessórios inspirados em equipamentos para controle dos níveis de glicose no sangue – Mattel/Divulgação

Enquanto as roupas e a bolsa são azuis, nas cores da conscientização sobre o assunto, os dispositivos são rosa, cor característica da boneca – Mattel/Divulgação
Modelos únicos inspirados em personalidades
A Mattel, fabricante e empresa-mãe da marca Barbie, criou ainda um exemplar único da boneca com diabetes tipo 1 inspirado na modelo Lila Moss, que tem o diagnóstico da condição médica e é filha da supermodelo Kate Moss. A instrutora esportiva e advogada Robin Arzón também ganhou uma versão única inspirada nela.
“Depois de ser diagnosticada com diabetes tipo 1 há uma década, encontrei um propósito enorme em defender as pessoas com a doença e educar outras pessoas sobre o assunto, porque conhecimento é poder – especialmente para mentes jovens”, disse Robin Arzón. “Tenho orgulho de usar minha plataforma para educar sobre diabetes tipo 1 e mostrar que ser diferente é legal. Receber mensagens de pessoas que veem meus adesivos e se sentem representadas significa tudo para mim”, acrescentou Lila Moss.
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Entenda a diabetes tipo 1
A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que normalmente é diagnosticada na infância ou adolescência. Nela, o pâncreas de pessoas com a condição produz pouca ou nenhuma insulina. Dessa forma, o paciente depende da terapia com a substância, já que existe o risco de complicações de curto a longo prazo, que podem ir de danos aos rins até a morte.
Estima-se que, em todo o mundo, 9 milhões de pessoas convivam com essa condição, que não tem cura até o momento. A origem, ainda não totalmente compreendida, não depende apenas de estilo de vida ou da dieta. Cerca de metade dos pacientes obtêm o diagnóstico somente na idade adulta.
Fonte: Metrópoles
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