O Rio Acre alcançou nesta segunda-feira (7), na capital, a pior marca de vazante dos Ășltimos 11 anos para o mĂȘs de julho, com apenas 1,88 metro, igualando ao recorde negativo de 2016. A informação foi divulgada pelo coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel ClĂĄudio FalcĂŁo.
A situação agravou a crise hĂdrica em Rio Branco e mobilizou a Prefeitura dar inĂcio ao Plano de Exaurimento HĂdrico, coordenado pela Defesa Civil. As açÔes emergenciais começam nesta segunda, com o inĂcio da Operação Estiagem.

O manancial atingiu a menor marca para o mĂȘs de julho/ Foto: Ascom
O plano inclui a distribuição de ågua potåvel por meio de caminhÔes-pipa às comunidades mais afetadas pela seca, como Quixadå, Transacreana, além de åreas de Bujari e Porto Acre.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, coronel ClĂĄudio FalcĂŁo, o rebaixamento do nĂvel do rio provoca queda do lençol freĂĄtico, comprometendo o abastecimento por poços e represas.
âEntramos no trimestre mais seco do ano, julho, agosto e setembro, com uma crise hĂdrica instalada. Ă um cenĂĄrio extremo, e nosso foco Ă© garantir ĂĄgua potĂĄvel para quem mais precisaâ, disse.

A Defesa Civil Municipal jĂĄ deu inĂcio ao plano de exaurimento hĂdrico/ Foto: Ascom
Além do plano de combate ao desabastecimento, a gestão municipal também executa açÔes de enfrentamento às queimadas. A Defesa Civil realiza monitoramento diårio de variåveis como temperatura, qualidade do ar e focos de calor.
FalcĂŁo ressaltou que, mesmo antes de atingir a marca, o cenĂĄrio jĂĄ era alarmante. âA gravidade da situação nĂŁo depende de quebra de recorde. A aproximação jĂĄ Ă© suficiente para acionar todos os alertasâ, destacou.
Na zona urbana, a atuação ocorre em parceria com o Saerb, com o objetivo de evitar o desabastecimento em bairros de Rio Branco. Também foram iniciadas açÔes de ajuda humanitåria para apoiar economicamente produtores rurais atingidos pela seca prolongada.

