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Rumo ao título inédito! Henrykinho representa o Brasil no Mundial de eFootball

Por Redação

As finais do Mundial de eFootball (eFootball Championship 2025) acontecem nos dias 20 e 21 de julho, em Tóquio, com quatro brasileiros na disputa. Um deles é Henrique Mesquita, o Henrykinho — jogador experiente, com passagem por gigantes nacionais e internacionais, e que conquistou sua vaga ao vencer a seletiva presencial da Inter de Milão, clube que agora representa no torneio mais prestigiado do circuito competitivo da Konami.

“O pessoal fica feliz pela nossa conquista, né? A gente sabe que é uma responsabilidade muito grande.”

Henrykinho é campeão da seletiva da Inter de Milão para representar o time no mundial de eFootball — Foto: Foto: Reprodução/Konami

Henrique Mesquita, o Henrykinho, é uma das figuras mais respeitadas do eFootball brasileiro. Natural do Ceará e com 24 anos, o jogador carrega no currículo conquistas expressivas como quatro títulos do Campeonato Brasileiro, os troféus do e-Brasileirão Open e Pro, além do vice-campeonato europeu conquistado com o Barcelona. No cenário nacional, passou por clubes como Cruzeiro, Flamengo, Atlético Paranaense e Corinthians — este último, seu time atual. Agora, busca coroar a carreira com o título mais cobiçado do circuito competitivo da Konami: o Mundial presencial, que acontece em julho, no Japão.

A rota pela Inter de Milão

Ao contrário de outras edições, Henrykinho conquistou sua vaga por meio de uma seletiva presencial promovida pela Inter de Milão — uma das equipes parceiras da Konami no circuito oficial de clubes. Antes disso, foi vice-campeão na seletiva do Milan, mas foi com o time rival que ele se encontrou taticamente.

“Foi bem diferente. Como você falou, eu já disputei alguns mundiais, só que dessa maneira é a primeira vez, se classificando por uma equipe, no evento da Inter. Eu participei do evento do Milão também, fui vice-campeão… Era o meu sonho conhecer a Itália também, conhecer a estrutura do Milão, a estrutura da Inter, foi bem legal. O nível lá estava muito alto.”

O atleta explicou que nas seletivas de clubes parceiros, os participantes são obrigados a jogar com o elenco e técnico dentro do eFootball, o que limita a escolha de táticas do jogador. Essa dinâmica, além de complexificar a gameplay, exige um amplo repertório de estilos dos jogadores. No caso de Henrykinho, a Inter apresenta um estilo mais confortável do que os outros três times parceiros.

“O estilo da Inter combina muito com o meu estilo de jogo, que é pressionar sempre, ficar atacando, atacando, atacando. Nos treinamentos eu já percebi que eu gostava muito mais de jogar de Inter do que de Milan.”

Desempenho consistente nas seletivas

Henrykinho chegou à final em quatro das seis seletivas de clubes parceiras da Konami. Enfrentou e venceu adversários de diversos continentes, o que torna essa classificação ainda mais valiosa.

“Por time eu acredito que seja mais difícil, porque primeiro você passa por um teste online na seletiva das Américas, que já é bem difícil, mas depois você ainda tem que jogar contra os europeus, contra os asiáticos, presencialmente. É um choque de estilo de jogo… Mas acho que é mais importante, porque você já vai com mais experiência pro Mundial.”

As seletivas de clubes parceiros, por si só, já são quase um “mini-mundial”, já que as etapas de classificação para representar o time em questão são idênticas às fases classificatórias da seletiva regional direto para o mundial. Participando das finais de quatro de seis seletivas parceiras, Henrykinho enxerga o nível do circuito 2025 acima do anterior.

“São seis times parceiros, eu joguei quatro, cheguei nas quatro finais. No Barcelona cheguei na final também, perdi pro Mexicano, e no Manchester eu perdi pro Guifera. O cenário do Brasil, em forma geral, está muito alto. Tem cinco, seis, sete jogadores que podem chegar em qualquer seletiva.”

A experiência de competir no mais alto nível

Entre os adversários mais desafiadores, Henrykinho destaca o argentino Hectorito, contra quem disputou a final da Inter. O desejo por uma revanche é claro.

“Esse ano classificou muita gente boa. Para falar o mais difícil, eu acho que o Hectorito que eu enfrentei no final da Inter é um grande jogador também. Mas eu sinceramente queria esse rematch aí… É sempre bom estar jogando com um cara desse nível, se aprende bastante.”

Além do desafio técnico, o contato com jogadores de outros continentes tem sido um aprendizado valioso. Com uma bagagem tão sólida no circuito em 2025, é de se esperar que Henrykinho chegue às finais presenciais com mais conhecimento do estilo de jogo dos principais adversários do que outros participantes da final.

“Quando você joga com pessoas de outro continente você aprende novas coisas, e acho que isso é bem importante.”

Japão no horizonte

Esta será a primeira vez que Henrykinho participa de um Mundial presencial pós-pandemia — e a viagem ao Japão marca mais um capítulo especial em sua trajetória. O esforço é justamente para garantir o título que falta na carreira: um mundial de eFootball. Mesmo sem o título mundial, o jogador celebra os momentos especiais que viveu até aqui graças ao simulador de futebol virtual da Konami.

“Eu estava conversando com meu pai esses dias sobre isso, porque graças ao futebol eu conheci países que eu jamais pensei em conhecer… agora vai ter o Japão. Para mim, eu não me acostumo com isso, sendo bem sincero. Eu acho muito especial. Cada viagem eu aproveito o máximo, porque você não sabe se vai ser a última vez.”

Mas nem tudo é glória: adaptar-se à culinária internacional tem sido um desafio à parte.

“Eu sou ruim demais com comida, mano. Meu Deus do céu. Os moleques que estavam comigo ficam brisando bastante, porque eu não comia nada. Eles experimentavam de tudo e eu vivia de fast food.”

O peso da camisa e o apoio da comunidade

Henrykinho reconhece a força da torcida e o carinho que tem recebido desde a classificação — algo que ele encara como privilégio e responsabilidade.

“É sempre como se fosse a primeira vez. Eu acho muito legal. Eu fico muito feliz também. O pessoal fica feliz pela nossa conquista, né? A gente sabe que é uma responsabilidade muito grande.”

Além disso, o atleta entende o impacto que uma conquista mundial pode ter para todo o ecossistema brasileiro de eFootball.

“A gente sabe que a gente tem uma comunidade muito grande no Brasil. Porém, um título mundial muda muitas coisas, abre portas. O Rentão (campeão mundial mobile em 2024) teve esse orgulho de ser campeão mundial, então ajudou ele bastante. O Gui Fera lá atrás abriu muitas portas para muita gente também. Então é sempre importante, e eu quero ter esse prazer também de ser campeão mundial, e também ajudar outras pessoas graças a um título.”

Brasil unido em Tóquio

Ao lado de outros três brasileiros, Carlinhos (mobile), Juninho_eFootball (mobile) e João Victor (Console), Henrykinho garante que o país chegará forte à disputa e que o espírito será de união total.

“Vou treinar o máximo para representar o Brasil. Agradeço a galera da Player1, toda comunidade do PES, do eFootball. Não só eu, como os outros brasileiros, vamos estar fechados, unidos lá, para tentar sair com o título, o melhor resultado possível para a gente. Com certeza.”

Fonte: Ge

Redigido por ContilNet.

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