Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), na manhã desta terça-feira (29/7), a Associação Moriá é uma organização de sociedade civil (OSC) investigada por recebe milhões em emendas de parlamentares do Distrito Federal, ao longo de dois anos.
A operação da PF e a CGU investiga supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares para organização de eventos de esportes digitais.
A instituição surgiu em 2017, com programas e projetos voltados à transformação social, segundo o site da OSC. Ainda de acordo com a própria associação, 71 mil pessoas teriam participado dessas iniciativas. Contudo, só quatro delas chegaram a ser concluídas.
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A Coluna Grande Angular, do Metrópoles, revelou que a associação é chefiada por um ex-cabo do Exército, um motorista e uma esteticista – todos considerados “laranjas” – e não funciona no endereço registrado em documentos oficiais.
Para acessar a emenda da bancada do DF no valor de R$ 37,9 milhões, a OSC apresentou ao Ministério do Esporte um projeto técnico-pedagógico no qual afirma que criaria 29 salas gamers em espaços cedidos pela Secretaria de Educação, que também faria a inscrição de alunos da rede pública para as aulas de games.
Após as denúncias do Metrópoles, deputados e senadores anunciaram a suspensão do custeio do projeto.
Veja quanto cada um indicou para a emenda da bancada de R$ 37,9 milhões destinada a ONG:
- deputado federal Fred Linhares (Republicanos): R$ 27,6 milhões;
- senador Izalci Lucas (PL): R$ 8 milhões;
- deputada federal Bia Kicis (PL): R$ 1,5 milhão; e
- deputado federal Julio Cesar (Republicanos): R$ 800 mil.

