STF termina de ouvir testemunhas de nĂșcleo 3; rĂ©us depĂ”em na segunda

Por AgĂȘncia Brasil 23/07/2025


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Os dez rĂ©us do nĂșcleo 3 da trama golpista que Ă© julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser interrogados na prĂłxima segunda-feira, 28 de julho. A data foi marcada nesta quarta-feira (23) pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte, que deve conduzir os depoimentos.  Esse grupo Ă© composto por rĂ©us que teriam executado açÔes tĂĄticas que incluĂ­am o monitoramento de alvos do complĂŽ e planos de sequestro e execução de autoridades. ebcebc

Nesta quarta foram encerrados tambĂ©m os depoimentos de todas as testemunhas dos quatro nĂșcleos da trama golpista, com a oitiva dos Ășltimos nomes arrolados pelas defesas do nĂșcleo 3. Com esses Ășltimos depoimentos, foram ouvidas todas as testemunhas que se dispuseram a comparecer para responder a perguntas relacionadas Ă  tentativa de golpe de Estado, seja por indicação da acusação ou das defesas dos 31 rĂ©us que compĂ”em os quatro nĂșcleos do processo.

NotĂ­cias relacionadas:

EstĂĄ marcado para esta quinta-feira (24) o interrogatĂłrio dos seis rĂ©us do nĂșcleo 2, que foram acusados de gerenciar açÔes estratĂ©gicas para o sucesso do golpe, com a redação de uma minuta de decreto golpista e a utilização ilegĂ­tima da estrutura da PolĂ­cia RodoviĂĄria Federal (PRF). 

No mesmo dia, serĂŁo interrogados tambĂ©m os sete rĂ©us do nĂșcleo 4, que segundo denĂșncia da Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) foram responsĂĄveis por espalhar notĂ­cias falsas e desinformação com o objetivo de criar desconfiança nas urnas eletrĂŽnicas e no processo eleitoral, construindo clima social favorĂĄvel ao golpe. 

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Os interrogatĂłrios serĂŁo transmitidos ao vivo pela TV Justiça, assim como ocorreu com os depoimentos dos rĂ©us do nĂșcleo 1 da trama golpista. Em açÔes penais, tal procedimento costuma ser pĂșblico e aberto, mas o caso da trama golpista Ă© o primeiro em que sĂŁo tambĂ©m veiculados ao vivo pelos canais oficiais do Supremo. 

O procedimento difere ainda do adotado para as oitivas das testemunhas. Nesse caso, por ordem de Moraes, os depoimentos nĂŁo foram transmitidos, podendo ser acompanhados apenas por jornalistas diretamente de uma sala, em BrasĂ­lia. Com o encerramento de todos os depoimentos, as gravaçÔes com as falas das testemunhas dos nĂșcleos 2, 3 e 4 da trama golpista devem ser anexadas aos autos de cada ação penal. 

O caso da trama golpista foi dividido em quatro açÔes penais, conforme fatiamento do caso feito pelo procurador-geral da RepĂșblica, Paulo Gonet, com autorização da Primeira Turma do Supremo. O procedimento foi justificado como sendo uma forma de racionalizar e agilizar o processamento do caso, apesar de criticado pelas defesas. 

Confira abaixo quem sĂŁo os rĂ©us dos nĂșcleos 2, 3 e 4: 

NĂșcleo 2

Filipe Martins (ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro);

Marcelo CĂąmara (ex-assessor de Bolsonaro); Silvinei Vasques (ex-diretor da PolĂ­cia RodoviĂĄria Federal);

Mårio Fernandes (general do Exército);

Marília de Alencar (ex-subsecretåria de Segurança do Distrito Federal);

Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretårio adjunto de Segurança do Distrito Federal).

NĂșcleo 3

Bernardo Romão Correa Netto (coronel do Exército);

Cleverson Ney MagalhĂŁes (tenente-coronel);

Estevam  Theophilo (general);

FabrĂ­cio Moreira de Bastos (coronel);

Hélio Ferreira (tenente-coronel);

MĂĄrcio Nunes de Resende JĂșnior (coronel);

Nilton Diniz Rodrigues (general);

Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);

Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);

Ronald Ferreira de AraĂșjo JĂșnior (tenente-coronel);

Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);

Wladimir Matos Soares (policial federal).

NĂșcleo 4

Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);

Ângelo Martins Denicoli (major da reserva);

Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente);

Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel);

Reginaldo Vieira de Abreu (coronel);

Marcelo AraĂșjo Bormevet (policial federal);

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

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