O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom de seu discurso contra o presidente russo, Vladimir Putin, nesta terça-feira (29/7) e deu um prazo de 10 dias para que Moscou interrompa a guerra na Ucrânia. Caso não haja cessar-fogo até 8 de agosto, Trump afirmou que vai impor tarifas sobre produtos russos.
“Estou dando 10 dias para o Putin a partir de hoje. Daqui a dez dias. Entendido. E então, sabe, vamos impor tarifas e outras coisas. Ele obviamente quer provavelmente continuar a guerra. Mas vamos impor tarifas e várias coisas. Pode ou não afetá-los”, acrescentou Trump.
Nessa segunda-feira (28/7), o republicano fez uma declaração ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, antes de uma reunião oficial. Trump demonstrou impaciência com a postura russa e disse não estar mais interessado em dialogar com Putin.
“Vou reduzir aqueles 50 dias que dei de prazo para um número menor, porque acho que já sei qual vai ser a resposta do que vai acontecer.”
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De ameaça a ultimato
Essa não é a primeira vez que Trump tenta pressionar a Rússia com medidas econômicas.
No último dia 14 de julho, ele já havia anunciado um plano de tarifas de “cerca de 100%” caso não houvesse avanço nas negociações de paz.
À época, o Kremlin minimizou a ameaça e classificou o gesto como um “ultimato teatral”.
Agora, ao reduzir o prazo de 50 para apenas 10 dias, Trump sinaliza crescimento da insatisfação com a falta de avanços diplomáticos.
Presidente dos EUA, Donald Trump
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O presidente dos EUA, Donald Trump
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Presidente dos EUA, Donald Trump
EUA e Rússia vivem impasse nuclear desde o início da guerra na Ucrânia
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que ordenou invasão da Ucrânia
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Kremlin diz que Putin está ‘pronto’ para negociar com Zelensky
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O presidente russo, Vladimir Putin, fala durante sua coletiva de imprensa após as negociações russo-vietnamitas, 20 de junho de 2024, em Moscou, Rússia. Vladimir Putin está em visita de dois dias ao Vietnã
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Paciência de Trump chega ao fim
A atitude recente de Trump marca uma mudança brusca de tom em relação ao Kremlin. Desde que assumiu o novo mandato, o presidente vinha adotando uma postura de canal aberto com Putin, em nome de uma solução negociada para o conflito que já perdura três anos no leste europeu.
Entretanto, a constante ofensiva militar russa contra Kiev parece ter colocado fim à paciência de Washington.
“Ele tem conversas tão agradáveis, conversas tão respeitosas e agradáveis, e então, na noite seguinte, pessoas morrem com um míssil atingindo a cidade.”

