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Vídeo mostra médicos operando durante terremoto de 8,8 na Rússia

Por Redação

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra médicos realizando uma cirurgia em Petropavlovsk-Kamchatsky, cidade no extremo leste da Rússia, no momento em que um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o país nesta quarta-feira (30/7).

Nas imagens, é possível ver os profissionais segurando o paciente durante os intensos tremores. O ministro da Saúde da região, Oleg Melnikov, afirmou que o procedimento não foi interrompido, destacando a bravura da equipe. “Apesar do perigo, os médicos mantiveram a calma e permaneceram com o paciente até o fim”, afirmou o ministro em seu canal no Telegram.

Reprodução/Redes sociais

Detalhes do terremoto e seus impactos

O terremoto de magnitude 8,8 atingiu, nesta terça-feira (29/7), a costa leste da Rússia, próximo ao município de Petropavlovsk-Kamchatsky, que tem cerca de 165 mil habitantes, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O abalo, considerado um dos mais fortes das últimas décadas na região, provocou tsunami no país e no Japão, e gerou alertas de ondas gigantes para outras nações como Estados Unidos e Filipinas.

Tremores em áreas rasas costumam ter maior potencial de causar ondas, o que levou autoridades a emitirem alertas para a Rússia e o Japão antes da ocorrência do fenômeno, de fato. Segundo a mídia local, os médicos que estavam na cirurgia são da área de oncologia. O estado de saúde do paciente operado é considerado estável.

Ainda de acordo com o ministro Melnikov, os profissionais da saúde foram instruídos “a prepararem documentos para submissão aos prêmios estaduais, que não interromperam a operação durante os tremores mais fortes, mantiveram a compostura e o profissionalismo”.

O terremoto mais intenso desde 2011

O epicentro foi registrado a 125 quilômetros do litoral, com profundidade de 18,2 km. Cerca de uma hora após o primeiro abalo, dois outros terremotos de magnitude 6,3 e 6,9 foram registrados, ambos com profundidade de 10 km. A magnitude do terremoto é a mais forte já registrada na região desde 1952.


Fonte: Ministério da Saúde da região de Kamchatka/USGS

Redigido por ContilNet.

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