O coordenador municipal da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, afirmou que o decreto de situação de emergência assinado nesta quarta-feira (6) pelo prefeito Tião Bocalom foi motivado por um agravamento progressivo da seca no município.

Falcão explicou que o ano de 2025 pode superar a marca de pior seca da história/Foto: ContilNet
Segundo ele, a medida é baseada em estudos técnicos e levantamento de dados realizados ao longo das últimas semanas em áreas urbanas e rurais da capital.
“Nós temos 20 dias que já fazendo levantamento em todas as áreas rurais, nos bairros de Rio Branco, acompanhando o Saerbe, já fazendo ações emergenciais como abastecimento de água, e nós temos visto que tem se agravado a cada instante. Então, não era mais possível adiar uma decretação de situação de emergência”, afirmou Falcão.
Esta é a primeira vez que o município decreta emergência especificamente por seca. Em anos anteriores, a declaração foi feita com base em estiagem. Em 2024, por exemplo, o decreto foi emitido no dia 28 de junho.
Neste ano, o município conseguiu postergar a decisão, mas o cenário se tornou insustentável com a ausência prolongada de chuvas desde maio.
“Pelo menos nesse instante a gente decreta por seca, mas não temos outras decretações por cometantes, que seria o caso de poluição do ar, queimadas e outros. Nós estamos conseguindo controlar esse ano essa parte ambiental, mas de qualquer forma, a parte da seca, com a ausência de chuvas desde maio, não tem outra coisa a fazer”, explicou.
O coordenador ressaltou que o decreto permitirá ampliar as ações de resposta e assistência humanitária, além de facilitar o acesso a recursos dos governos federal e estadual. A validade da medida é de 180 dias.
“Esse decreto vai nos auxiliar a ampliar toda a ajuda que estamos fazendo, vai nos auxiliar também a pedir ajuda de outros ministérios e, a partir daí, a gente vai ter uma gama maior de ações humanitárias, de socorro e de resposta”, disse.
Falcão também lembrou que, recentemente, a prefeitura concluiu a entrega de 96 toneladas de alimentos a famílias da zona rural, ação realizada com base no decreto de estiagem de 2024.
“Essa operação deve ser repetida agora em 2025. A partir do reconhecimento pelo governo federal, nós temos condições de elaborar planos de trabalho e acessar os ministérios. A prefeitura tem dado todo o suporte com recursos próprios, mas para irmos mais à frente, a gente precisa desse apoio”, concluiu.
