O Acre encerrou o 2º trimestre de 2025 com cerca de 22 mil pessoas que desistiram de procurar emprego, o equivalente a 7,3% da população fora da força de trabalho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínua), divulgada pelo Ibge na última sexta-feira (15).

O resultado representa melhora em relação ao 1º trimestre/Foto: Reprodução
O resultado representa melhora em relação ao 1º trimestre deste ano, quando o estado registrou 26 mil desalentados (8,2%), e é o melhor índice desde fevereiro de 2023, quando a taxa havia chegado a 7,5%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o número também é menor, quando 23 mil pessoas haviam desistido de procurar emprego.
No total, o Acre possui 302 mil pessoas fora da força de trabalho, incluindo os desalentados, uma redução de 4% em relação ao 1º trimestre de 2025 (315 mil) e de 6% em relação ao mesmo período do ano passado (322 mil). Apesar da melhora, o estado ainda figura entre os com maiores taxas de desocupação do país, ocupando a 9ª posição no ranking nacional.
A pesquisa destaca que a taxa composta de subutilização da força de trabalho no Acre, que considera pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não procuram emprego, ficou em 18,2%, acima da média nacional de 14,4%.
Outro ponto relevante é a informalidade: 46,6% dos trabalhadores no Acre atuam sem registro formal, enquanto a média nacional é de 37,8%. Entre os empregados do setor privado, apenas 58,2% possuem carteira assinada. Além disso, 27,7% da população ocupada trabalha por conta própria, acima da média nacional de 25,2%.
Em comparação, o Brasil registrou taxa de desocupação de 5,8% no 2º trimestre de 2025, com queda em 18 dos 27 estados e estabilidade nos demais. Entre os brasileiros, os homens apresentaram menor índice de desemprego do que as mulheres. Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para brancos (4,8%) e acima para pretos (7,0%) e pardos (6,4%). Pessoas com ensino médio incompleto tiveram a maior taxa de desocupação (9,4%).
O levantamento também mostra que 1,3 milhão de pessoas no país procuram emprego há dois anos ou mais, o menor número para um segundo trimestre desde 2014. No setor privado, 74,2% dos empregados possuem carteira assinada, enquanto o trabalho por conta própria representa 25,2% da população ocupada, com rendimento médio de R$3.477.
