O Acre está entre os estados brasileiros que sofrerão o maior impacto com as novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com levantamento da Folha de S.Paulo com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), mais de 95% das exportações acreanas destinadas ao mercado norte-americano serão sobretaxadas.
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As medidas passaram a valer na última quarta-feira (6), após decreto do presidente Donald Trump que adicionou uma tarifa extra de 40% sobre produtos importados do Brasil, elevando para 50% o total da sobretaxa. Mesmo com uma lista de 694 itens isentos, estados como Acre, Tocantins, Alagoas, Amapá, Ceará, Rondônia, Paraíba e Paraná terão entre 95% e 100% de suas vendas aos EUA atingidas.
O cenário é considerado crítico para regiões como Norte e Nordeste, cuja pauta exportadora é concentrada em produtos de baixo valor agregado, alta demanda de mão de obra e, em muitos casos, perecíveis. No Acre, a lista inclui itens como madeira, móveis, produtos agropecuários e derivados, que agora terão a competitividade reduzida no mercado americano.
Especialistas apontam que, embora o impacto percentual no PIB de alguns estados possa parecer pequeno quando analisado no contexto nacional, as consequências para setores específicos e microrregiões altamente dependentes do comércio com os Estados Unidos serão significativas. Isso porque, em muitos casos, quase toda a produção é direcionada ao mercado americano, o que pode gerar perdas econômicas em cadeia.

