O senador Styvenson Valentim, do PSDB, vem liderando as pesquisas de intenção de voto pelo Senado Federal no Rio Grande do Norte.
Disputando a reeleição, Styvenson nasceu em Rio Branco, no Acre, mas fez carreira política no nordeste. Ele foi embora para o Rio Grande do Norte aos 13 anos de idade para estudar. Após mais de 30 anos, ele chegou a retornar ao Acre no ano passado para as diligências da CPI das ONGs, que aconteceu no interior do estado e foi capitaneada pelo senador Marcio Bittar.
“Não reconheci mais nada. Estou pensando em visitar os pontos que lembram a minha infância, a praça Plácido de Castro, o colégio Meta, onde eu estudei, se ainda existe, ali na esquina perto da ponte”, disse ao ContilNet no ano passado.
Preocupa até a governadora
Assim como no Acre – onde o atual governador Gladson Camelí deve deixar o cargo para disputar o Senado no ano que vem -, no Rio Grande do Norte o cenário é o mesmo. A governadora Fátima Bezerra, do PT, concorrerá a uma das cadeiras nas próximas eleições.
E é justamente o acreano Styvenson que é tido como a principal pedra no sapato da governadora. No mês passado, a pesquisa do instituto Consult colocou o acreano na liderança do chamado primeiro voto, com 42,4%.
A pesquisa revelou ainda que bem atrás, aparece a governadora Fátima Bezerra (PT), com 12,2%, seguida pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que é preferido por 10,4% dos natalenses.
Deitado numa rede
Por aqui, o governador Gladson parece não ter preocupação nenhuma sobre a sua candidatura em 2026. Lidera com folga todas as pesquisas para o Senado Federal. Como diz o bom acreanês, ao que tudo indica, precisa nem fazer campanha, está eleito deitado em uma rede lá em Cruzeiro do Sul.
Jorge Viana entra oficialmente no jogo
Quem ainda tinha dúvida de que Jorge Viana será candidato ao Senado em 2026 pode começar a riscar esse ponto de interrogação. O presidente da Apex, que vinha fazendo movimentos discretos até aqui, decidiu apertar o botão verde da sua campanha — e o fez com estilo.
O primeiro grande ato não poderia ser mais simbólico: viabilizou a vinda do presidente Lula ao Acre. E não veio sozinho. De quebra, Lula trouxe quatro ministros na comitiva, transformando Rio Branco em palco de alto prestígio político.
O momento mais alto da visita foi o anúncio de um pacote que supera R$ 1 bilhão em investimentos do governo federal no estado. É um número que fala alto e repercute forte, especialmente em um Acre que vive com o caixa sempre no limite.
Com isso, Jorge Viana abre a temporada eleitoral com um movimento que combina articulação, influência e resultados concretos. Começou com tudo — e, pelo visto, pretende manter o ritmo.
Surpresa e recado direto
A informação de que o senador Alan Rick estaria perto de se filiar ao PSD para disputar o governo em 2026 caiu como uma bomba no colo de Sérgio Petecão. Mais que isso: pegou o senador de surpresa. As conversas, apurou esta coluna, não estão passando pelo comando estadual, mas diretamente pela executiva nacional do partido.
Ou seja, o recado veio claro: quem dá as cartas no PSD é o presidente nacional, Gilberto Kassab. E Petecão, pelo visto, perdeu a moral no Acre.
Crise antiga
E não é de hoje que Sérgio Petecão enfrenta turbulências no comando do PSD no Acre. O senador praticamente expulsou os dois únicos deputados que o partido tinha no estado, deixou de montar uma chapa competitiva para a Câmara de Rio Branco nas últimas eleições e, até agora, não conseguiu apresentar uma lista de nomes fortes para 2026. A sensação é de que o PSD acreano navega sem rumo — e a possível chegada de Alan Rick apenas expõe o enfraquecimento de Petecão.
