Acusado de mandar matar cunhado é absolvido, mas condenado por integrar facção no Acre

Crime ocorreu em dezembro de 2022, quando Rafael Nunes foi atraído para uma emboscada e morto a tiros

Ariclene Firmino da Silva, conhecido como “Ary”, foi levado a julgamento nesta quarta-feira (20), no Fórum Criminal de Rio Branco. Apontado como líder de uma facção criminosa, ele era acusado de mandar matar o cunhado, Rafael Nunes da Silva, mas acabou absolvido dessa acusação. Ainda assim, o Conselho de Sentença o condenou por integrar organização criminosa, fixando pena de 9 anos e 6 meses de prisão.

Ary já cumpre condenação em um presídio de Recife (PE). O cunhado dele, Rafael Nunes, foi assassinado no dia 8 de dezembro de 2022, a tiros, no Beco do Ginásio Coberto, região de acesso à Estrada do Sobral, em Rio Branco.

Crime ocorreu em dezembro de 2022, quando Rafael Nunes foi atraído para uma emboscada e morto a tiros/Foto: Reprodução

De acordo com as investigações, Rafael foi atraído ao local por Welton Carneiro de Castro, que teria pedido ajuda para transportar uma quantia em dinheiro. Ao chegar, a vítima foi surpreendida e morta com diversos disparos. As apurações indicaram que o crime teria sido motivado por casos de violência doméstica cometidos por Rafael contra sua companheira, irmã de Ariclene Firmino.

Embora apontado como mandante do assassinato, Ary foi inocentado pelo júri popular por falta de provas. O executor, Welton Carneiro, já havia sido julgado em dezembro de 2023 e recebeu pena de 30 anos, 6 meses e 10 dias de prisão em regime fechado.

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