Alan Rick deve deixar União Brasil e mira PSD para disputar Governo em 2026

O senador quer o MDB, Republicanos e o Novo na sua base, podendo o vice da chapa ser indicado pelo primeiro partido

Prestes a deixar o União Brasil (UB), o senador Alan Rick já admite abertamente que sua próxima filiação partidária pode ser ao Partido Social Democrático (PSD), mirando a disputa pelo Governo do Acre em 2026. Em entrevista exclusiva ao ContilNet nesta quarta-feira (6), o parlamentar confirmou conversas avançadas com outras siglas e disse que a escolha será feita com base na construção de uma chapa competitiva.

O rompimento com o União Brasil começou meses atrás e ganhou força depois que a direção nacional decidiu formar uma federação com o Progressistas — o União-Progressistas — entregando o comando da nova estrutura ao governador Gladson Cameli. O grupo já anunciou a vice-governadora Mailza Assis como pré-candidata ao Governo nas próximas eleições, inviabilizando o projeto de Alan dentro da legenda.

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Alan Rick/Foto: Reprodução

“Estou em boas conversas com o PSD, com o MDB, e quero muito ter o apoio do PSD, do MDB, do Republicanos, do Novo, quero todos eles conosco. É claro que eu tenho que escolher um partido e essa escolha passa por uma série de avaliações da composição de uma futura chapa, de uma possível candidatura ao governo. Eu sempre digo: a candidatura ao governo não nasce da gente, nasce do clamor do povo. E é isso que eu tenho ouvido nas ruas”, declarou o senador.

Alan vê no PSD um ambiente promissor para seu projeto político, inclusive pela expressão nacional que o partido conquistou nos últimos anos.

“Dentro do PSD há a construção de uma possibilidade de trazer hoje o maior partido do Brasil em número de prefeituras. Onde nós temos o Republicanos já firmado conosco, onde eu tive uma demonstração de carinho do meu amigo Emerson Jarude, do Novo. Para mim, os boatos de que o Novo não estaria conosco são só boatos, porque o Jarude sempre foi muito correto comigo”, ressaltou.

Ele afirma ter proximidade com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e com outras lideranças da sigla.

“O partido que tem no Kassab o homem forte do governador Tarcísio, que é meu amigo, que admiro pra caramba; que tem o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que é extraordinário; e o governador Ratinho Júnior, do Paraná, que também é extraordinário. Recentemente, o Kassab deu entrevista em apoio ao presidente Bolsonaro. Eles estão próximos, buscando vários entendimentos”, pontuou.

O senador reiterou que sua intenção é contar com o apoio de várias legendas e lembrou que o nome do vice em sua chapa pode sair do MDB.

“Da mesma forma eu recebi no meu gabinete o presidente do Novo e o meu amigo Jarude. Sempre estou conversando com o Roberto e o Marcos Pereira, dos Republicanos. Tive a alegria de ver a filiação da Mara aos Republicanos, que é uma pessoa do nosso carinho também. Assim, as conversas continuam. Eu queria ser quatro, para botar um pedacinho do Alan em cada partido. Mas não tem como. Tenho que escolher um, e essa escolha passa pela viabilidade de construir uma candidatura que tenha um vice muito forte, que pode vir do MDB, uma candidatura ao Senado que pode vir do MDB ou do Republicanos, e candidaturas fortes a deputado federal, com Emerson Jarude no Novo”, explicou.

O parlamentar avalia ainda que o PSD está claramente se posicionando no campo da centro-direita, o que, segundo ele, é fundamental para evitar conflitos ideológicos.

“Hoje, o PSD é um partido de centro-direita. Isso é a palavra do Kassab pra mim. O Ratinho Júnior é de direita. O Eduardo Leite é centro-direita. O Kassab já se solidarizou com o Bolsonaro. Então o PSD está tomando posição, e isso me interessa”, disse.

Alan finalizou afirmando que ainda não bateu o martelo sobre a filiação, mas reiterou a importância de seguir dialogando.

“Não fechei com nenhum. O importante é dialogar. O União Brasil tem ministérios no governo Lula, três; o PP tem ministério; o PSD tem dois. Os partidos têm aqueles parlamentares que estão do lado do governo e outros que são contra. Então a construção de um projeto passa por isso. Não bati martelo com ninguém, mas estamos conversando”, concluiu.

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