Uma onda de teorias conspiratórias invadiu as redes sociais após a passagem de um avião da Força Aérea dos Estados Unidos pelo Brasil, entre os dias 19 e 21 de agosto. A aeronave Boeing 757-200, usada para transportar diplomatas, militares de elite e agentes especiais, pousou em Porto Alegre (RS) e Guarulhos (SP), gerando rumores sobre uma suposta “missão especial” liderada pelo almirante Alvin Holsey. No entanto, a informação é falsa.
O almirante já teve agenda marcada no Acre/Foto: Reprodução
A agenda do militar, responsável pelo Comando Sul das Forças Armadas Americanas, confirma que ele não estava a bordo da aeronave. Em vez disso, Holsey se encontrava na Argentina, participando da Conferência de Defesa da América do Sul. As atividades do almirante foram documentadas em publicações no Instagram do Comando Sul, mostrando-o discursando no evento até o dia 21 de agosto, mesma data em que o avião deixou o Brasil.
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou que o voo foi uma missão de apoio logístico à diplomacia americana, devidamente autorizada pelo Ministério da Defesa e com os procedimentos migratórios de praxe realizados pela Polícia Federal. A identidade dos diplomatas a bordo não foi revelada.
Apesar da confirmação de que o avião transportava diplomatas, a falta de detalhes alimentou o boato mais compartilhado, que ligava o almirante Holsey ao voo. As próprias imagens da imprensa que registraram a chegada dos passageiros em Porto Alegre não mostram o militar.
A última visita de Holsey ao Brasil foi em maio, quando se encontrou com o ministro da Defesa, José Múcio, e outras autoridades militares. Na ocasião, uma proposta de visita do almirante a uma base do Exército em Rio Branco não foi adiante. Segundo relatos da época, o pedido foi feito com pouca antecedência, e a sugestão de visitar o Comando Militar da Amazônia para uma visão mais ampla das operações brasileiras foi negada por Holsey.
Apesar de outras teorias sugerirem que os passageiros do avião seriam agentes especiais ou da CIA, não há nenhuma confirmação dessas informações. As autoridades brasileiras, como a Polícia Federal e o Ministério da Defesa, não comentaram o assunto.
