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Controle de carrapatos e vermes em grandes rebanhos: soluções seguras no manejo sanitário

Por Ascom

O controle de parasitas externos e internos continua sendo um dos principais desafios sanitários enfrentados pelos produtores de bovinos de corte, leite e também por criadores de ovinos e caprinos. Carrapatos, vermes e moscas impactam diretamente o desempenho dos animais, podendo comprometer a conversão alimentar, o ganho de peso, a fertilidade e até mesmo a qualidade do couro e do leite.

Além disso, o uso inadequado de antiparasitários, seja por dosagens incorretas, rotatividade ineficaz ou escolha de princípios ativos obsoletos, contribui para o desenvolvimento da resistência parasitária, um problema crescente e de difícil reversão.

Neste contexto, é fundamental que o produtor rural adote estratégias baseadas em conhecimento técnico, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e controle racional, respeitando a individualidade do rebanho e as condições ambientais da propriedade.

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Por que o controle estratégico é indispensável?

Carrapatos e vermes não apenas causam desconforto e prejuízos estéticos nos animais. Em infestações severas, podem gerar anemias, perda de apetite, atraso no crescimento e, nos casos mais graves, levar à morte. Além disso, o carrapato é vetor de doenças como a tristeza parasitária bovina (TPB), causada pelos agentes Babesia e Anaplasma.

A verminose, por sua vez, é ainda mais silenciosa. Muitas vezes, mesmo sem sinais clínicos evidentes, o animal apresenta queda no desempenho zootécnico, o que pode passar despercebido por longos períodos.

Por isso, o controle deve ser pensado como um processo contínuo e estratégico, e não apenas como uma medida corretiva pontual.

Boas práticas para um controle eficiente

O controle de carrapatos e vermes exige mais do que ações pontuais, ele deve fazer parte de um planejamento estratégico de saúde animal, alinhado às particularidades da propriedade. Abaixo, listamos práticas essenciais para um manejo mais eficaz e sustentável:

1. Monitoramento contínuo e diagnóstico preciso

realização periódica de exames coproparasitológicos, combinada com a observação clínica do rebanho, permite identificar precocemente infestações e avaliar a real carga parasitária.

Essa etapa evita tratamentos desnecessários e contribui para a tomada de decisões mais assertivas, reduzindo custos e prevenindo resistência.

2. Rotação inteligente de princípios ativos

A utilização repetida de uma mesma classe de antiparasitários favorece o surgimento de parasitas resistentes. Por isso, é fundamental alternar moléculas com mecanismos de ação distintos, sempre com base em orientação técnica. A rotação estratégica preserva a eficácia dos produtos e prolonga sua vida útil no campo.

3. Dosagem correta, baseada no peso real

Um dos erros mais comuns no controle antiparasitário é a subdosagem, geralmente por estimativas visuais imprecisas. A administração abaixo da dose recomendada pode não eliminar os parasitas e ainda acelerar a seleção de cepas resistentes. Sempre que possível, pese os animais ou utilize balanças por amostragem para definir a dose exata.

4. Ambiente como parte da estratégia de controle

O controle não deve focar apenas no animal. O ambiente onde ele vive também é um fator-chave. Manter instalações limpas, realizar a rotação de pastagens e evitar áreas com excesso de umidade são medidas eficazes para interromper o ciclo de vida de parasitas. O manejo do ambiente reduz reinfestações e complementa a ação dos produtos aplicados.

5. Escolha criteriosa dos produtos e acompanhamento profissional

A decisão sobre qual antiparasitário utilizar deve considerar diversos fatores: espécie-alvo, tipo de parasita, estágio de desenvolvimento, tempo de carência, facilidade de aplicação e condições da propriedade. Além disso, o acompanhamento de um médico veterinário é indispensável para garantir a segurança, eficácia e legalidade do protocolo adotado.

Ao adquirir produtos veterinários, contar com fornecedores confiáveis faz toda a diferença. Uma boa loja agropecuária oferece não apenas variedade de soluções, mas também informações técnicas claras, suporte especializado e produtos voltados para diferentes espécies, desde bovinos até pequenos ruminantes.

Estratégias adicionais de suporte

Em propriedades com alta carga parasitária, o manejo sanitário pode ser potencializado com práticas complementares que fortalecem o organismo dos animais e favorecem a resposta aos tratamentos. Entre elas, destacam-se:

O cuidado com a saúde do rebanho deve ser sempre multidisciplinar. Assim, além de controlar os parasitas, promove-se um ambiente mais equilibrado e produtivo.

O controle de carrapatos e vermes em rebanhos de médio e grande porte exige planejamento, atenção constante e o uso consciente de produtos veterinários. A adoção de um manejo sanitário estratégico, aliado ao suporte de profissionais capacitados e ao uso de soluções confiáveis, é o que garante resultados sustentáveis e seguros, tanto para os animais quanto para o produtor.

Mais do que combater parasitas, trata-se de proteger o investimento e preservar o bem-estar do rebanho. A longo prazo, quem investe em prevenção e controle inteligente colhe mais produtividade e rentabilidade.

Referências:

ANDREOTTI, R.; GARCIA, M. V.; KOLLER, W. W. Controle estratégico dos carrapatos nos bovinos. In: EMBRAPA GADO DE CORTE (Org.). Publicações da Embrapa Gado de Corte. Campo Grande: Embrapa Gado de Corte, 2019. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1107102/controle-estrategico-dos-carrapatos-nos-bovinos.

ANDREOTTI, R.; GARCIA, M. V.; HIGA, L. O. S.; BARROS, J. C.; DUARTE, P. O.; OSHIRO, L. M. Controle dos carrapatos em bovinos no Brasil. Revista Brasileira de Buiatria, v. 2, n. 4, p. 94–120, 2024.

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