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CPMI do INSS: Paulo Pimenta defende foco em “quem roubou o dinheiro”

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CPMI do INSS: Paulo Pimenta defende foco em “quem roubou o dinheiro”

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu, nesta quarta-feira (27/8), que o foco da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS seja a responsabilização dos envolvidos no esquema bilionário de descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

“Nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se for servidor de carreira, do INSS, da CGU, da Dataprev, do Ministério da Previdência, cargo de chefia, não importa. Quem meteu a mão nos dinheiros dos aposentados e das aposentadas vai responder por esse crime”, disse Pimenta, em entrevista exclusiva ao Acorda, Metrópoles.

Veja a entrevista na íntegra:

O deputado foi escalado para coordenar a base governista na CPMI. De acordo com ele, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da silva (PT) não teme as investigações.

“Nós estamos absolutamente tranquilos. Temos a certeza que ao final desse trabalho, dessa investigação, não vai restar dúvidas que este é um esquema criminoso, bilionário, montado dentro do INSS, montado dentro da Previdência durante o governo do presidente Bolsonaro”, declarou.

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O colegiado deu início oficialmente aos trabalhos nessa terça-feira (26/8), quando os deputados e senadores se reuniram para aprovar o plano de trabalho da comissão e também alguns requerimentos de convocações.

Na semana passada, o governo teve um revés na Comissão depois de uma articulação da oposição para eleger um presidente diferente do esperado pelo governo. O resultado foi a escolha do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para presidir o colegiado e do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator. O governo defendia outros nomes.

A CPMI aprovou o convite para ouvir ministros da Previdência que ocuparam o cargo desde 2015.

O colegiado também aprovou a convocação, que implica comparecimento obrigatório, de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e dos presidentes do órgão dos últimos 10 anos.

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CPMI do INSS

Fraudes no INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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