Ícone do site ContilNet Notícias

De diarreia a verme: barata pode transmitir mais de 7 tipos de doenças

Por Metrópoles

Baratas não são apenas insetos indesejados — elas representam um risco concreto à saúde. Os artrópodes podem carregar mais de um milhão de bactérias no corpo e transmitir diversos agentes causadores de doenças graves.

barata pode transmitir mais de 7 tipos de doenças. Foto: Reprodução

As espécies mais comuns no Brasil são a Periplaneta americana, maior e marrom-avermelhada, encontrada em esgotos e áreas úmidas, e a Blattella germanica, menor e marrom clara, frequentemente encontrada em cozinhas e conhecida como paulistinha.

Segundo Rodrigo Gurgel, professor de Parasitologia e Entomologia Médica da Universidade de Brasília (UnB), a Periplaneta americanaapresenta maior potencial de transmissão de doenças por frequentar mais ambientes contaminados e ter alta carga bacteriana no intestino.

As baratas entram em contato com agentes patogênicos ao circular por lixo, esgoto, fezes e resíduos hospitalares. Bactérias, vírus, fungos, protozoários e ovos de vermes aderem ao corpo do inseto ou são ingeridos e eliminados nas fezes ou regurgitados durante a alimentação, contaminando alimentos e superfícies.

“Elas são vetores mecânicos: não multiplicam os microrganismos no corpo, apenas os carregam e depositam onde passam”, explica Gurgel. Além disso, já foi comprovada a transmissão de bactérias entre baratas pelas fezes.

A infectologista Joana D’Arc ressalta que a maioria das doenças transmitidas por baratas são gastroenterites, mas também há risco de alergias e agravamento de doenças respiratórias. Em ambientes infestados, pessoas alérgicas podem ter crises de rinite, sinusite, bronquite e asma, enquanto idosos, crianças e imunossuprimidos têm maior probabilidade de complicações.


Principais doenças associadas a baratas


Além do risco infeccioso, a simples presença desses insetos pode indicar problemas de saneamento e higiene. Segundo os especialistas, a infestação de baratas já foi associada a surtos de hepatite A, diarreia e alergias.

Ela reforça que, embora a pele seja uma barreira natural, a ingestão é a principal via de infecção. Em áreas urbanas, onde há maior concentração de lixo e restos de comida, o risco de infestação e transmissão aumenta consideravelmente.

“O perigo maior é a contaminação de alimentos: ao ingerir algo por onde a barata passou, a pessoa se expõe a microrganismos e substâncias tóxicas”, alerta Joana.

Para reduzir o risco, é importante adotar hábitos simples, como: manter a casa limpa, evitar acúmulo de lixo e restos de comida, guardar os alimentos em recipientes fechados e inspecionar ralos e frestas por onde as baratas possam entrar.

Quem tem medo do inseto pode se proteger reforçando barreiras físicas — como telas e vedação de portas — e optando por dedetizações preventivas. Além de afastar o desconforto de encontrar uma barata, essas ações diminuem a chance de contato com microrganismos perigosos.

Sair da versão mobile