Defesa de investigado na Operação Smoke II nega crimes e fala em “grave injustiça”

Na manifestação, a defesa classificou como “grave injustiça” a inclusão do cliente na investigação e afirmou que não há elementos que sustentem as acusações

O escritório Couto Spada Advogados divulgou nota nesta sexta-feira (22) em defesa de um de seus clientes investigados na Operação Smoke II, deflagrada pela Polícia Federal no município de Boca do Acre (AM). A ação apura crimes ambientais, grilagem de terras públicas e falsificação de documentos, e resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, além de uma prisão preventiva.

Investigação é conduzida pela Polícia Federal/Foto: Reprodução

Na manifestação, a defesa classificou como “grave injustiça” a inclusão do cliente na investigação e afirmou que não há elementos que sustentem as acusações. “Reiteramos a inexistência de conduta criminosa, em especial no tocante a supostos crimes ambientais. Não há nos autos elementos que sustentem tais acusações, tampouco que justifiquem medida tão extrema”, diz o texto assinado pelo escritório.

Os advogados também defenderam a legitimidade da atividade agropecuária e criticaram a vinculação do setor a crimes. “A atividade agropecuária, pilar da economia e sustento de milhares de famílias, jamais pode ser marginalizada. Não se pode vincular uma prática lícita e essencial a fatos que não condizem com a realidade”, prossegue a nota.

Ainda segundo a defesa, o cliente é descrito como “pessoa íntegra, com vida e trabalho pautados na legalidade”, e sua prisão preventiva seria incompatível com o princípio da presunção de inocência. “Confiamos na Justiça, certos de que, em momento oportuno, a verdade prevalecerá”, conclui o posicionamento.

Operação Smoke II

De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado atuava de forma organizada há anos, promovendo o desmatamento de mais de 900 hectares de floresta nativa, seguido de queimadas ilegais para abrir espaço à pecuária. A apuração também aponta o uso de “laranjas”, contratos simulados e inserção de informações falsas em sistemas oficiais para dar aparência de legalidade às áreas ocupadas.

As medidas judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária da Seção Judiciária do Amazonas. Além da prisão preventiva e buscas, foram decretados bloqueios de bens e valores que somam mais de R$ 70 milhões.

A PF ressalta que, além do dano ambiental, o esquema teria causado prejuízo à sociedade ao criar cadeias documentais fraudulentas destinadas a blindar os verdadeiros responsáveis.

Veja a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

22 de agosto de 2025

O escritório Couto Spada Advogados vem manifestar-se em defesa de seu cliente, injustamente citado na Operação Smoking II, que resultou na expedição de mandado de prisão.

Reiteramos a inexistência de conduta criminosa, em especial no tocante a supostos crimes ambientais. Não há nos autos elementos que sustentem tais acusações, tampouco que justifiquem medida tão extrema.

A atividade agropecuária, pilar da economia e sustento de milhares de famílias, jamais pode ser marginalizada. Não se pode vincular uma prática lícita e essencial a fatos que não condizem com a realidade.

Nosso cliente é pessoa íntegra, com vida e trabalho pautados na legalidade. Vinculá-lo a crimes é grave injustiça e afronta ao princípio da presunção de inocência.

Confiamos na Justiça, certos de que, em momento oportuno, a verdade prevalecerá.

Couto Spada Advogados

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